Veterano das quadras de tênis, o brasiliense Rodrigo Starling esbanja vigor para o esporte mesmo aos 40 anos de idade. Do Iate Clube de Brasília, o tenista chegou à vice-liderança do ranking mundial dos atletas com 40 anos até 45 no tênis. Rodrigo conversou com o JBr e contou um pouco sobre sua história no esporte e sobre competir no chamado masters do tênis.
Rodrigo nasceu em Brasília, na Asa Norte, e o contato com o esporte começou logo cedo. Aos 6 anos de idade ele começou a praticar tênis. “Comecei no Clube do Congresso. Tive o privilégio de ter como primeira professora Cláudia Chabalgoity, que também jogou aqui em Brasília, e é uma das maiores da história do tênis feminino”, relatou o tenista. Desde então, o esporte sempre fez parte da vida de Rodrigo. Competiu em torneios juvenis, conseguindo pontos importantes pelo caminho. Foi com o tênis também que o atleta teve a oportunidade de ir para os Estados Unidos e jogar como universitário.
“Joguei alguns profissionais, consegui ter alguns pontos antes de terminar o juvenil, pontuar no ranking. Mas eu tive uma lesão no pulso e fiquei oito meses afastado. Acabei escolhendo ir para os Estados Unidos. Fui para para uma Universidade por lá, joguei, me formei em economia e finanças em 2009 e voltei para Brasília em 2011”, continuou Rodrigo. Alguns anos mais tarde, em 2026, o atleta atingiria um feito e tanto competindo já veterano.
Rodrigo competiu o Mundial Individual de Masters, na categoria 40 a 45 anos de idade. O campeonato aconteceu em agosto, em Lisboa, Portugal. O resultado de Rodrigo: vice-campeão e, com isso, segundo lugar garantido no ranking mundial. O tenista foi até a final em uma chave com 128 jogadores, vencendo quatro partidas e só parando na decisão diante do suíço Fetov Mohamed por duplo 6/2. Na campanha, ele derrotou o uruguaio Leandro Perera na semifinal; o francês Alexandre Nicolau nas quartas; o espanhol Carlos Villanueva nas oitavas e o francês Nicolas Houard na terceira rodada.
“É um resultado que realmente me impactou profundamente. Impactou porque foi um resultado expressivo tendo em vista o nível técnico que tinha no torneio, ex-profissionais, jogadores universitários, como eu fui também. Foi muito legal representar o Brasil, Brasília e o Iate Clube”, declarou o atleta.
Veterano em alto nível
Com bom humor, Rodrigo brinca que o objetivo principal de um atleta master como ele é não se lesionar. A idade, apesar de ser levada em consideração, não impede que os atletas possam competir em alto nível, segundo o tenista. “A gente cuida muito mais do preventivo, temos uma responsabilidade muito maior com o nosso limite. A gente conhece muito mais o nosso corpo. Eu acho que tem um aspecto positivo nesse lado, é gratificante. O tênis, em especial, é um esporte muito longevo que você consegue praticar em um bom nível, seja competindo ou não”, disse.
Rodrigo disse ter a melhor relação possível com o esporte, vivendo intensamente o tênis. “Óbvio, tem uns momentos muito difíceis. A gente está falando de um esporte individual, você não pode responsabilizar ninguém além de você mesmo. Então é um esporte que nos ensina muito a ter resiliência, aprender a saber sofrer um pouco. Isso, para a vida, eu acho que é uma formação de caráter”, descreveu. No Iate Clube, além da rotina de treinos, o cuidado com o corpo é indispensável para alcançar os resultados. “Eu faço uma preparação física com dois especialistas. Essa é a parte principal para mim, porque é uma parte de preparação física, de fortalecimento”, destacou.
Mas não só de tênis vive Rodrigo, o atleta concilia as competições com suas outras atribuições, seja no trabalho, como funcionário público, ou em casa, com seus três filhos. “Tenho uma logística toda por trás, não é tão simples assim. Mas sempre vou conciliando o tênis com minhas outras atribuições”. O tenista também pretende participar de mais competições de alto nível. Nesse ano, por conta de um desconforto no pulso, ele comentou que não poderá competir no World Tennis Masters Tour (MT700), disputado no Esporte Clube Pinheiros.
“Mas talvez no final do ano eu tente jogar o sul-americano no Chile. Mas eu estou sempre competindo em Brasília, jogando os torneios internos do Iate, alguns torneios de primeira classe, abertos que têm premiação em dinheiro. Tudo dentro da minha agenda, enfim, a gente não pode parar”, completou Rodrigo.








