Sábado, 06/12/25

Tarcísio evita falar sobre 2026, mas diz que Brasil não pode se limitar a commodities

Tarcísio evita falar sobre 2026, mas diz que Brasil não pode se limitar a commodities
Tarcísio evita falar sobre 2026, mas diz que Brasil não pode se limitar a commodities | Imagem: Reprodução

Tarcísio de Freitas aborda o futuro do Brasil na economia global

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, evitou comentar sobre as eleições de 2026, mas destacou a necessidade de o Brasil buscar um novo posicionamento na economia mundial. A declaração foi feita durante um evento do UBS.

Segundo o governador, o país não deve se restringir à produção de commodities, pois possui vantagens competitivas em setores como agronegócio e energia limpa.

Brasil e as oportunidades globais

Tarcísio afirmou que o mundo busca “parceiros confiáveis” em segurança alimentar e energética, e que o Brasil tem condições de desempenhar esses papéis. Ele mencionou o aumento da produtividade agrícola com preservação ambiental como prova desse potencial, ressaltando que o país deveria se apresentar como uma “potência agroambiental” em fóruns internacionais.

O governador também abordou as oportunidades na transição energética, lembrando que o Brasil desenvolveu cadeias como etanol de primeira e segunda geração, biometano, biogás e combustíveis sustentáveis, além de novas aplicações do etanol na navegação. Para ele, isso coloca o país em vantagem na busca global por energia de baixo carbono.

Avanços tecnológicos e a economia do conhecimento

Tarcísio alertou que o país não deve se limitar às funções básicas da economia tradicional. Ele argumentou que o crescimento dos data centers e da infraestrutura digital em São Paulo precisa ser acompanhado por políticas que gerem valor, e não apenas consumo de energia. Ao defender a inserção do Brasil em setores de alto valor agregado, Tarcísio citou as reservas de terras raras e a necessidade de avançar em semicondutores, supercomputadores e inteligência artificial.

O governador enfatizou que o Brasil deve buscar um papel ativo na “economia do conhecimento”, explorando suas vantagens naturais, energéticas e industriais para integrar cadeias estratégicas. Caso contrário, o país perderá a chance de capturar riqueza na transição tecnológica global.

Apesar de não declarar intenções eleitorais, o discurso do governador abordou temas como competitividade, reindustrialização e posicionamento geopolítico. Em tom moderado, ele reforçou que o país tem condições de liderar cadeias limpas, sofisticadas e tecnológicas, desde que supere a dependência histórica de commodities.

Leia mais sobre o potencial do Brasil na economia verde.

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