Venezuela exige retomada de voos internacionais
O instituto de aviação da Venezuela informou às companhias aéreas internacionais que elas devem retomar os voos para o país dentro de 48 horas ou correrão o risco de perder a autorização para voar para lá, informou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).
Várias companhias aéreas internacionais cancelaram seus voos partindo da Venezuela nos últimos dias depois que a Administração Federal de Aviação dos EUA alertou as principais companhias aéreas sobre uma ‘situação potencialmente perigosa’ ao sobrevoar o país.
Reação da Iata
A Iata, que representa cerca de 350 companhias aéreas, criticou a medida das autoridades venezuelanas, alertando que a decisão ‘reduzirá ainda mais a conectividade com o país, que já é um dos menos conectados da região’.
O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A Reuters não conseguiu entrar em contato imediatamente com o instituto nacional de aviação para comentar o assunto.
Na sexta-feira passada, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA alertou sobre a ‘piora da situação de segurança e o aumento da atividade militar na Venezuela ou em seus arredores’ e disse que as ameaças poderiam representar riscos para as aeronaves em todas as altitudes.
Nos últimos meses, houve um grande acúmulo militar norte-americano na região, incluindo o maior porta-aviões da Marinha dos EUA, pelo menos oito outros navios de guerra e aeronaves F-35.
A decisão da Venezuela de exigir a retomada dos voos ocorre em meio a tensões geopolíticas na região. A Iata, em sua crítica, ressaltou a importância da conectividade aérea para o país.
A companhia aérea espanhola Air Europa suspendeu seus voos semanais entre Madri e Caracas. A Iberia e a Gol também suspenderam voos.
Para mais informações sobre a aviação na Venezuela, acesse Iata.








