Segunda-feira, 07/09/26

Três policiais civis são presos acusados de cobrar propina de empresários no RJ

MPRJ foi contra apreender adolescente envolvido em estupro coletivo no Rio
MPRJ foi contra apreender adolescente envolvido em estupro coletivo no – Reprodução

BRUNA FANTTI
FOLHAPRESS


Três policiais civis e um quarto homem foram presos nesta sexta-feira (4) sob acusação de usar a estrutura da corporação para extorquir empresários dos setores de sucata, ferro-velho, reciclagem e depósito de resíduos em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Os policiais, lotados no 74ª DP (Alcântara), usavam viaturas oficiais, armamento e as dependências da Polícia Civil em falsas abordagens a comerciantes, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro. Os presos foram denunciados.

A Polícia Civil afirmou que “não compactua com qualquer prática ilícita ou desvio de conduta por parte de seus servidores e atuará com rigor para responsabilizar aqueles que utilizarem o cargo para cometer crimes”.

A Promotoria, juntamente com a Corregedoria e Serviço de Inteligência da Polícia Civil, apurou que os quatro homens visitavam empresas sob o pretexto de realizar fiscalizações. Eles apontavam supostas irregularidades administrativas e ambientais e exigiam pagamentos dos comerciantes.

Em um dos casos investigados, os três policiais teriam exigido inicialmente R$ 300 mil para que uma empresa de reciclagem não fosse multada, em 19 de agosto. Após queixa do proprietário, eles reduziram o valor para R$ 100 mil, podendo ser pago em parcelas, além da cobrança de R$ 800 mensais.

Segundo a Promotoria, o proprietário fez uma transferência de R$ 25 mil no mesmo dia. O dono da conta é apontado como responsável por receber os valores obtidos pelo grupo.

A denúncia também identificou uma abordagem feita por um dos policiais presos e outros dois homens ainda não identificados a um caminhão de uma empresa. Eles seguiram o veículo até a sede da companhia, onde se apresentaram como policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

No local, o agente teria exigido R$ 20 mil dos responsáveis pelo estabelecimento. Após ouvir que a empresa não tinha a quantia disponível, o valor teria sido reduzido para R$ 15 mil. De acordo com a denúncia, nenhum pagamento foi feito.

A investigação chegou aos acusados após colher depoimentos de vítimas e testemunhas que apontaram a forma de atuação do grupo. Também foi usado reconhecimento fotográfico, imagens de câmeras de monitoramento e comprovante de transferência bancária.

Na operação desta sexta também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão com objetivo de reunir provas e identificar se mais suspeitos integram o grupo.


T LB

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