Três pessoas foram presas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) durante uma operação contra um grupo suspeito de aplicar golpes com falsas campanhas de doação. Batizada de Operação Orfeu, a ação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DECOR), e teve como alvo uma organização que utilizava indevidamente o nome da Unicef para solicitar transferências por Pix.
Os mandados foram cumpridos em Imperatriz, no Maranhão, onde dois investigados foram localizados, e em Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, onde o terceiro suspeito acabou detido. Além das prisões, os policiais realizaram buscas em endereços ligados aos investigados. A apuração encontrou vítimas no Distrito Federal e em outras unidades da Federação, indicando que a atuação do grupo alcançava diferentes regiões do país.
De acordo com a investigação, os criminosos criaram uma suposta campanha voltada à assistência de crianças em situação de vulnerabilidade. Para aumentar a credibilidade da fraude, eles associavam as solicitações ao nome da Unicef e direcionavam os interessados para chaves Pix utilizadas na arrecadação. A estratégia explorava a confiança das pessoas em iniciativas humanitárias e fazia com que as vítimas acreditassem estar contribuindo para uma causa legítima.
A PCDF ressalta que o esquema não provoca apenas perdas financeiras, mas também pode prejudicar campanhas beneficentes verdadeiras ao abalar a confiança da população em pedidos de ajuda. Os presos podem responder por estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Somadas, as penas previstas para esses crimes podem chegar a 21 anos de prisão, além de multa, sem contar eventuais acusações que possam surgir com o avanço das investigações.







