Sexta-feira, 17/07/26

Trump acusa China de interferir nas eleições dos EUA

Trump acusa China de interferir nas eleições dos EUA
Trump acusa China de interferir nas eleições dos EUA – Reprodução

Donald Trump retomou nesta quinta-feira (16) as acusações de que a China interferiu nas eleições dos Estados Unidos, em um momento em que a relação entre Washington e Pequim segue em uma trégua comercial frágil e com encontros previstos entre os líderes dos dois países.

O presidente norte-americano concentrou suas críticas nos sistemas de votação e na administração eleitoral e afirmou que o governo chinês teria obtido indevidamente dados sobre milhões de eleitores norte-americanos. “Essa perda de dados representa um pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral”, disse Trump.

Pequim rejeitou as acusações. O Ministério das Relações Exteriores da China classificou as declarações como “pura invenção” e “uma campanha difamatória maliciosa”. O porta-voz Lin Jian afirmou que a China “pequim não tem interesse em interferir nas eleições dos EUA e nunca o fez” e pediu que Washington faça uma reflexão profunda sobre si mesmo. Mais cedo, o porta-voz da embaixada chinesa em Washington, Liu Chang, disse que a China “nunca interferiu e nunca interferirá” nas eleições presidenciais americanas.

As falas de Trump ocorreram em meio à tentativa de manutenção de uma trégua cuidadosamente construída após a guerra comercial do ano passado entre as duas maiores economias do mundo. Segundo o texto, o discurso pode complicar esse entendimento. A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário sobre o impacto das declarações nas relações bilaterais.

Trump afirmou ainda que o governo chinês teria preferido sua derrota na eleição passada e disse que isso ocorreria porque, segundo ele, Pequim o conhece bem. As declarações, feitas em um raro discurso no horário nobre, marcaram uma mudança em relação ao tom mais respeitoso adotado recentemente pelo republicano em relação à China.

As novas críticas também se conectam ao histórico de acusações de Trump sobre interferência chinesa em eleições. Durante seu primeiro mandato, autoridades de seu governo já haviam dito publicamente que hackers chineses atacavam a infraestrutura eleitoral antes da votação de 2020. No entanto, uma avaliação da comunidade de inteligência dos EUA de 2021 não encontrou indícios de que qualquer agente estrangeiro, incluindo a China, tenha tentado ou conseguido alterar qualquer aspecto técnico da votação presidencial de 2020.

T LB

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