O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, sancionou uma lei que obriga a divulgação pública de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. A medida, aprovada pelo Congresso, determina que o Departamento de Justiça libere todos os arquivos não classificados referentes ao falecido financista, encontrado morto na prisão em 2019.
A decisão representa uma mudança de postura do ex-presidente, que inicialmente se opôs à lei, mas cedeu diante do avanço do projeto no Congresso. Trump expressou sua aprovação por meio de uma publicação, confirmando a sanção da legislação que torna públicos os arquivos sobre Epstein.
A morte de Epstein gerou diversas teorias da conspiração, alimentadas por suas conexões com figuras influentes nos setores político, empresarial e do entretenimento. O receio de revelações comprometedoras motivou especulações sobre um possível assassinato para silenciá-lo.
Embora tenha prometido revelações impactantes durante sua campanha, Trump agora minimiza o caso, classificando-o como uma “farsa” da oposição. Ele reiterou sua ausência de envolvimento com Epstein, alegando tê-lo banido de seu clube na Flórida devido a seu comportamento “doentio”.
Trump e Epstein mantiveram uma relação próxima no final dos anos 1980, que se desfez no início dos anos 2000, antes das acusações de exploração sexual de menores de idade contra o financista.
A lei de “transparência no caso Epstein” enfrentou resistência inicial do ex-presidente, que exerceu pressão sobre legisladores republicanos que a apoiavam. No entanto, diante da iminente aprovação, Trump mudou de posição, declarando seu apoio à iniciativa, embora ressaltando que ela não deveria ofuscar os “resultados sem precedentes” de sua administração.
Aprovada com ampla maioria na Câmara dos Representantes e por unanimidade no Senado, a legislação abrange documentos sobre Epstein, sua cúmplice, Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão, e outras pessoas envolvidas nos processos judiciais relacionados.
Paralelamente à aprovação da lei, Trump solicitou uma investigação sobre a relação entre Epstein e figuras democratas, incluindo o ex-presidente Bill Clinton. O Departamento de Justiça e o FBI afirmaram anteriormente não terem encontrado “provas para fundamentar uma investigação contra pessoas até agora não processadas” no caso.
A legislação autoriza o Departamento de Justiça a reter ou censurar documentos sob certas condições, como a preservação da privacidade das vítimas ou a existência de investigações federais em andamento.
Um dos autores do projeto, o legislador republicano Thomas Massie, manifestou preocupação de que as investigações adicionais sejam uma estratégia para atrasar ou impedir a divulgação completa dos documentos relacionados a Epstein. Ele alertou que o Departamento de Justiça pode reter informações, desde que a retenção seja “específica e temporária”.








