O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã precisa apresentar um compromisso “real” de abandono de seu programa nuclear e voltou a defender que Teerã jamais poderá desenvolver uma arma atômica. Em conversa com jornalistas no Air Force One nesta sexta-feira, 15, após visita à China, o republicano disse que o tema foi amplamente discutido com o presidente chinês, Xi Jinping.
Segundo Trump, Xi concordou “fortemente” que o Irã não pode possuir armas nucleares e também demonstrou interesse na reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. O presidente americano afirmou que a China depende fortemente da passagem marítima para abastecimento energético. “Ele gostaria muito de ver o estreito aberto”, disse. Trump também afirmou que discutiu a possibilidade de remover sanções contra empresas chinesas que compram petróleo iraniano e indicou que poderá tomar uma decisão “nos próximos dias”.
Ao comentar as negociações nucleares com Teerã, o republicano afirmou ter rejeitado partes de propostas apresentadas pelos iranianos por considerar insuficientes as garantias oferecidas. Segundo ele, um prazo de 20 anos para restrições ao programa nuclear iraniano poderia ser aceitável, desde que acompanhado de garantias concretas. “Tem que ser um compromisso real”, declarou. “Tirem todo o combustível e não haja mais produção”, acrescentou.
O presidente americano voltou ainda a afirmar que os ataques dos EUA contra instalações iranianas provocaram uma “vitória militar completa” e destruíram boa parte da infraestrutura militar do país. Segundo ele, os EUA eliminaram sistemas de defesa aérea, radares e capacidade de produção de mísseis do Irã.
Trump também retomou comentários sobre resíduos nucleares nas instalações atingidas e disse que apenas Estados Unidos e China teriam tecnologia para remover a chamada “poeira nuclear” deixada pelos bombardeios. “Somos os únicos com equipamento para isso”, afirmou. Questionado sobre eventual retomada de ataques militares, Trump evitou detalhar cenários, mas reforçou que “o Irã nunca terá uma arma nuclear”.








