Um estudo exclusivo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aponta que o turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais movimentou R$ 40,7 bilhões na economia brasileira em 2025. Apresentada nesta quinta-feira (7), durante o 10º Salão do Turismo em Fortaleza, a pesquisa integra o Programa Natureza com as Pessoas, desenvolvido em parceria com o Ministério do Turismo.
De acordo com o levantamento, a cada R$ 1 investido nas UCs, R$ 15,60 retornam para a economia. A análise econômica considerou o impacto dos visitantes nos municípios onde as unidades estão localizadas, com base em mais de 2 mil questionários aplicados em oito UCs federais.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o potencial do Brasil no turismo de natureza, afirmando que as UCs são destinos estratégicos para o país. Ele enfatizou que cada visita fortalece a consciência ambiental e o cuidado com o patrimônio natural.
A socióloga Iara Vasco, diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, explicou que a pesquisa ainda não publicada reforça o Turismo de Base Comunitária em reservas extrativistas como alternativa econômica, impulsionando uma cadeia produtiva.
Thiago Beraldo, pesquisador e presidente do Grupo de Turismo em Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), detalhou a metodologia do estudo, que diferencia análise financeira e econômica e é replicada em vários países.
O Salão do Turismo, realizado de 7 a 9 de maio no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, pela primeira vez no Nordeste, é uma vitrine das 27 unidades da Federação. O evento promove gastronomia, artesanato e cultura regionais, além de inovações no setor. A entrada é gratuita e requer inscrição prévia no site do Ministério do Turismo.








