Sábado, 11/07/26

UnB sediará congresso nacional de pesquisadores negros em julho

UnB sediará congresso nacional de pesquisadores negros em julho
UnB sediará congresso nacional de pesquisadores negros em julho – Reprodução

O campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB) vai receber, entre 28 e 31 de julho, o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as), o Copene. A organização espera milhares de participantes, incluindo intelectuais, acadêmicos e estudiosos negros brasileiros, além de pesquisadores de outros países da América Latina.

Segundo a divulgação do evento, o Copene é um espaço voltado à divulgação da produção científica, ao fortalecimento de redes de pesquisa, à valorização dos saberes afrodiaspóricos e à formulação de propostas para a promoção da equidade racial e da justiça social. A programação prevê minicursos, oficinas, painéis e mesas redondas, além do lançamento de dezenas de livros.

O congresso na UnB é organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da universidade (NEAB/UnB), pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN) e pelo Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (CONNEABS).

A UnB é apontada como instituição federal pioneira na adoção de um programa de acesso acadêmico por meio de cotas raciais, em 2003. Atualmente, todas as 69 universidades federais do país possuem cotas raciais, por força da Lei de Cotas (Lei 12.711/2012).

Com as políticas afirmativas, o número de pessoas negras com curso superior no Brasil cresceu nos últimos anos. Segundo o Censo Populacional do IBGE, a proporção de pessoas pardas com graduação subiu de 2,4% para 12,3%, e a de pessoas pretas passou de 2,1% para 11,7% entre 2000 e 2022. No mesmo período, o percentual de doutores negros no comando de grupos certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) passou de 8,1% para 22,6%.

Apesar do avanço, a proporção de pessoas pretas e pardas no conjunto da população, de 55,5%, ainda não se reflete na mesma medida no ensino superior e na pesquisa. Há no país cerca de 15 mil pesquisadores negros.

Com informações da Agência Brasil

T LB

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