Quinta-feira, 11/06/26

UnB usa jogos digitais para ampliar autonomia de idosos

UnB usa jogos digitais para ampliar autonomia de idosos
UnB usa jogos digitais para ampliar autonomia de idosos – Reprodução

Desenvolvido no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa UniSER, da Universidade de Brasília (UnB), o projeto Lady Health 3.0: Longevidade Conectada e Psico Sustentabilidade utiliza jogos digitais, recursos interativos e estratégias de autocuidado para apoiar a saúde mental e fortalecer o envelhecimento ativo de pessoas idosas no Distrito Federal.

A iniciativa é coordenada pela professora associada Margô Gomes de Oliveira Karnikowski e conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital FAPDF Learning. Segundo a pesquisadora, o financiamento foi fundamental para viabilizar o desenvolvimento tecnológico, os testes de usabilidade e a validação científica da plataforma.

A proposta dá continuidade ao Lady Health, agora em sua versão 3.0, com novos recursos voltados para autocuidado, saúde mental, sustentabilidade e interação entre diferentes gerações. Classificada como TRL 8, a tecnologia está em fase de testes finais e de transição para implementação no Distrito Federal, com potencial de aplicação em maior escala.

O sistema foi concebido a partir dos princípios dos serious games, jogos digitais com finalidade educativa, terapêutica e social. A plataforma pretende estimular funções cognitivas, promover regulação emocional, incentivar hábitos saudáveis e ampliar o acesso a conteúdos de autocuidado, com atividades pensadas para serem intuitivas, acessíveis e adequadas ao ritmo das pessoas idosas.

Um dos diferenciais do projeto é a participação direta de pessoas idosas no desenvolvimento da solução. A metodologia adota processos de criação colaborativa e design centrado no usuário, para que a tecnologia seja construída a partir das necessidades reais de quem irá utilizá-la. A proposta também busca aproximar pesquisadores, estudantes, profissionais e usuários, com o objetivo de fortalecer vínculos, reduzir o isolamento social e combater o etarismo.

Além dos testes de usabilidade, o projeto prevê avaliações em ambientes educacionais e terapêuticos, com instrumentos aplicados antes e depois da intervenção. Entre os resultados esperados estão o fortalecimento da autonomia, a melhora da autoestima, o estímulo cognitivo, a ampliação da participação social e o apoio à promoção da saúde mental.

A iniciativa também inclui capacitações para profissionais das áreas de saúde e educação, produção de um e-book sobre o desenvolvimento da ferramenta, submissão de artigo científico e a criação de uma rede de profissionais interessados em saúde digital. Como desdobramento, o projeto se articula à realização do III Congresso Internacional de Tecnologia e Inovação em Gerontologia (CITIG 2026), entre os dias 17 e 19 de junho, no Centro Universitário Unieuro.

*Com informações da FAPDF

T LB

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