Quinta-feira, 11/06/26

UPAs do DF registram 8,6 mil atendimentos respiratórios em maio

UPAs do DF registram 8,6 mil atendimentos respiratórios em maio
UPAs do DF registram 8,6 mil atendimentos respiratórios em maio – Reprodução

As unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal registraram mais de 8,6 mil atendimentos por sintomas respiratórios em maio, alta de 11,7% em relação a abril. O aumento acompanha o avanço dos quadros respiratórios nesta época do ano.

Os grupos que mais buscaram atendimento foram adultos entre 20 e 29 anos e crianças de 1 a 4 anos. Entre as unidades com maior volume de registros relacionados a sintomas respiratórios, Recanto das Emas e Sobradinho aparecem à frente, com 1.261 e 1.260 atendimentos, respectivamente.

De acordo com o pediatra Wilson Luiz Maldonado de Aguiar, da UPA do Recanto das Emas, a maioria dos casos envolve infecções leves das vias aéreas superiores. Ele afirma que as manifestações mais frequentes são tosse, coriza, febre baixa e obstrução nasal. Em bebês menores de seis meses, também podem ocorrer dificuldade para mamar e redução da alimentação.

Apesar de muitos quadros evoluírem de forma favorável, especialistas alertam para sinais que exigem atenção imediata dos responsáveis, como febre persistente, prostração, dificuldade para respirar, recusa alimentar, sinais de desidratação e alterações importantes no comportamento da criança. Em bebês menores de três meses, qualquer episódio de febre deve ser investigado.

Segundo a coordenadora médica da UPA do Gama, Juliana de Almeida Barros, as alergias também aumentam neste período do ano. Ela observa agravamento de crises asmáticas, rinite, sinusite e infecções respiratórias, com pacientes chegando às unidades quando os sintomas já estão mais intensos.

Dados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pelas 13 UPAs do DF, mostram que 53% dos atendimentos receberam classificação verde, destinada a casos de menor urgência. Outros 34% foram classificados como amarelos, enquanto os casos mais graves, identificados pelas pulseiras laranja e vermelha, representaram pouco mais de 9% dos registros.

A classificação de risco é feita logo após o cadastro e leva em conta sinais vitais, intensidade das queixas, tempo de evolução do problema, condições de saúde preexistentes e possíveis sinais de agravamento. Entre os casos que recebem atenção imediata estão falta de ar intensa, dor no peito, alterações neurológicas e suspeitas de infecção grave.

Pacientes classificados como pouco urgentes ou não urgentes podem seguir fluxos assistenciais diferenciados, incluindo a possibilidade de teleconsulta, serviço disponível nas 13 unidades do DF. Após o acolhimento e a classificação de risco, o atendimento pode ser convertido em presencial se o médico entender que há necessidade de exame físico ou de abordagem presencial.

Especialistas recomendam procurar avaliação médica em situações como dificuldade para respirar, febre persistente ou muito alta, sinais de desidratação, sonolência excessiva, piora rápida do quadro, recusa alimentar, lábios arroxeados e redução importante da ingestão de líquidos. Entre as medidas para reduzir complicações, estão manter a vacinação atualizada, beber bastante água, fazer lavagem nasal com soro fisiológico e evitar ambientes fechados.

*Com informações da Agência Brasília

T LB

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