A tônica de José Roberto Arruda (PSD) é de não mostrar incômodo com o segundo pedido de impugnação de sua candidatura apresentado em menos de uma semana de campanha. Na tarde desta quinta (30), durante evento em Santa Maria junto a apoiadores, o ex-governador disse que as tentativas de barrar sua volta ao Palácio do Buriti são “parte do jogo”, mas que pretende ir até o final da corrida eleitoral. “Vão vir muitos mais”, disse, quando questionado pelo JBr. a respeito da quantidade de contestações logo de cara. “Tem muito tiroteio por vir”, garantiu.
O pedido apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) pela manhã solicita ao Ministério Público Federal (MPF) que a candidatura seja barrada por entender que o período de inelegibilidade do pessedista se estende até 2030.
Apesar disso, o advogado Francisco Emerenciano, que lidera a defesa de Arruda, disse com exclusividade ao Jornal de Brasília acreditar que o MPE deu um passo em falso: “eles reconheceram a constitucionalidade da Lei Complementar 219”, disse, referindo-se ao dispositivo que limitou a 12 anos os prazos de inelegibilidade para políticos condenados por atos de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito – no entendimento da defesa, esse prazo expira neste ano, já que a primeira condenação se deu em 2014.
O ex-governador ainda aproveitou a oportunidade para criticar o que chama de oportunismo de “quem está no poder”. “Eles têm medo de voto, eles têm medo da urna, é isso que está em jogo. As pessoas que estão agarradas nas tetas do poder acham que Brasília está ótima”, disparou. O JBr. ainda questionou se o MPE também teria medo de voto, já que foi o órgão que fez o novo pedido. “O Ministério Público Eleitoral tem meu respeito, está no dever dele, mas ao meu juízo, está cometendo um equívoco”, pontuou. “Não tenha dúvida: quem está no poder tem tentáculos para todo lado”, finalizou.








