Sexta-feira, 12/06/26

Wellington Lima defende proteção a jornalistas em homenagem a Dom e Bruno

Wellington Lima defende proteção a jornalistas em homenagem a Dom e Bruno
Wellington Lima defende proteção a jornalistas em homenagem a Dom – Reprodução

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Itamaraty, em Brasília, da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação. A iniciativa reconheceu trabalhos jornalísticos e projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

O concurso foi criado para preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas. Segundo o texto, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.

Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos dois e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos. Ele afirmou que o concurso também representa um dever de memória e disse que Dom e Bruno não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram.

Segundo o ministro, a atuação conjunta entre governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele citou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

Ao encerrar sua participação, Wellington reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação. Ele afirmou confiar que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem.

Lançado em março deste ano, o concurso recebeu 912 inscrições de todas as regiões do país e distribuiu R$ 300 mil em premiações. A disputa contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Em cada categoria, foram premiadas três iniciativas, com valores de R$ 30 mil para o primeiro lugar, R$ 15 mil para o segundo e R$ 5 mil para o terceiro.

A premiação teve promoção do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com apoio da Secretaria de Comunicação Social, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério dos Povos Indígenas e da Unesco. O concurso também contou com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Também participaram da solenidade os ministros Sidônio Palmeira, Eloy Terena, João Paulo Capobianco, Paulo Pereira e Frederico de Siqueira Filho, além da ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis, e de outras autoridades citadas no evento.

T LB

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