O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, participará na próxima terça-feira (16) de uma sessão da cúpula do G7 em Évian-les-Bains, no leste da França, anunciou nesta quarta-feira (10) o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Isso é muito importante para nós porque é preciso recriar a convergência no G7 em apoio à Ucrânia nos diferentes aspectos, evidentemente, da guerra”, incluindo a necessidade de “negociações”, disse Macron durante um evento no Palácio do Eliseu.
O presidente se referia às divergências entre os europeus e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre esse tema.
Os líderes do Egito, da Arábia Saudita, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos também estarão “associados” na terça-feira a outra sessão da cúpula, devido à guerra no Oriente Médio, desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel no fim de fevereiro contra o Irã.
O debate se concentrará no fechamento do Estreito de Ormuz, no Golfo, que tem “um verdadeiro impacto” na economia com a alta dos preços dos combustíveis, e nas “negociações sobre o Irã”, explicou Emmanuel Macron.
O presidente considerou “muito importante” tentar “encontrar caminhos e meios de cooperação”.
Os chefes de Estado e de governo das grandes potências do G7 — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — reúnem-se a partir da noite da próxima segunda-feira até quarta-feira em Évian-les-Bains, nos Alpes franceses.
Após um jantar na noite de segunda-feira e as duas sessões sobre as crises geopolíticas, os participantes abordarão a “parceria Norte-Sul”, continuou Macron.
“A essa sessão se somarão, além do FMI, o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento, parceiros com os quais construímos essa agenda”, afirmou o dirigente, citando Coreia do Sul, Índia, Quênia e Brasil.
Na quarta-feira, a cúpula terminará com uma sessão “sobre os desequilíbrios mundiais” e o tema do crescimento, disse Macron, que acrescentou que também examinarão a situação das empresas de tecnologia.








