Quinta-feira, 07/05/26

EUA ofereceu garantias de segurança ‘sólidas’ por 15 anos mas Kiev deseja mais, afirma Zelensky

EUA ofereceu garantias de segurança ‘sólidas’ por 15 anos mas Kiev deseja mais, afirma Zelensky
EUA ofereceu garantias de segurança ‘sólidas’ por 15 anos mas – Reprodução

O governo dos Estados Unidos ofereceu garantias de segurança “sólidas” à Ucrânia por um período de 15 anos, prorrogável, informou nesta segunda-feira (29) o presidente Volodimir Zelensky, que solicitou a Donald Trump um prazo mais longo.

Os dois mandatários se reuniram no domingo, na Flórida, para avançar em um possível acordo para acabar com a guerra, que começou em fevereiro de 2022 com a invasão das tropas russas ao território ucraniano.

“Eu realmente queria que as garantias fossem mais longas. Eu disse a ele que realmente queremos considerar a possibilidade de 30, 40, 50 anos”, afirmou Zelensky em uma entrevista coletiva virtual. Trump respondeu que pensaria na possibilidade, acrescentou.

Segundo Zelensky, o fim da lei marcial, que está em vigor desde o primeiro dia da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, dependerá das garantias de segurança.

A lei proíbe que os homens ucranianos com idades entre 25 e 60 anos (que podem ser recrutados) abandonem o país, exceto quando recebem uma autorização especial.

“Todos queremos que a guerra termine e só então a lei marcial será suspensa. Este é o único caminho. No entanto, o fim da lei marcial acontecerá quando a Ucrânia obtiver garantias de segurança”, declarou Zelensky à imprensa.

“Sem garantias de segurança, não se pode considerar que esta guerra tenha realmente terminado”, acrescentou.

O presidente ucraniano destacou que qualquer acordo para acabar com a guerra “deve ser assinado por quatro partes: Ucrânia, Europa, Estados Unidos e Rússia”.

Zelensky disse esperar que autoridades americanas e europeias se reúnam em breve na Ucrânia.

Segundo ele, a reunião seria um encontro preparatório para outro evento entre dirigentes europeus e ucranianos, antes de uma eventual cúpula entre Donald Trump e líderes europeus.

“Estamos todos firmemente decididos a fazer com que as reuniões que mencionei aconteçam em janeiro. Depois disso, acredito que, se tudo avançar pouco a pouco, haverá um encontro, de uma forma ou de outra, com os russos”, indicou Zelensky.

© Agence France-Presse

T LB

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