Domingo, 01/03/26

CNI reforça peso estratégico do acordo Mercosul–União Europeia após avanço no Parlamento Europeu

CNI reforça peso estratégico do acordo Mercosul–União Europeia após avanço no Parlamento Europeu
CNI reforça peso estratégico do acordo Mercosul–União Europeia após avanço – Reprodução

A Confederação Nacional da Indústria voltou a destacar a importância do acordo Mercosul–União Europeia após a votação realizada nesta quarta-feira (21) no Parlamento Europeu. A decisão encaminhou o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, com pedido de verificação da compatibilidade jurídica de alguns dispositivos. Ainda assim, a entidade reforça que o movimento integra um rito interno já previsto no ordenamento europeu e não representa aprovação ou rejeição do tratado.

Segundo a CNI, trata-se de uma etapa técnica do exame jurídico prévio à ratificação. Portanto, o processo segue seu curso normal. A confederação afirma que monitora cada fase e mantém confiança na relevância estratégica do acordo para aprofundar a integração econômica entre os blocos, sobretudo em um cenário global de competição crescente e cadeias produtivas mais exigentes.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o acordo é “maduro, equilibrado e amplamente negociado”, com efeitos comprovados sobre emprego, renda e produção. Ele avalia que a conclusão do processo e a entrada em vigor do tratado são fundamentais para ampliar oportunidades, reduzir barreiras e fortalecer a presença internacional da indústria brasileira.

Além da redução de tarifas, a CNI destaca que o acordo incorpora disciplinas modernas, como desenvolvimento sustentável e facilitação de comércio. Esses compromissos, segundo a entidade, aumentam a previsibilidade regulatória, reduzem custos, estimulam investimentos e elevam a competitividade. Considerado o mais abrangente já negociado pelo Mercosul, o tratado projeta impactos expressivos: somente em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE, foram criados 21,8 mil empregos, com R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção movimentada.

T LB

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