Por Débora Oliveira
Produção Jeferson Legal
Pelo menos oito famílias teriam vivido momentos de tensão e insegurança durante os atendimentos realizados na noite do último domingo (19), no Hospital Brasiliense, envolvendo o médico pediatra Júlio César de Sousa Freitas. Segundo os relatos, o profissional teria apresentado comportamento considerado inadequado durante as consultas, o que gerou preocupação entre os pacientes que buscavam atendimento emergencial para crianças.
Entre os casos, está o de Marcos Henrique Matos Andrade, de 36 anos, que procurou a unidade de saúde com a filha recém-nascida, de apenas 25 dias. A criança apresentava tosse, e a família temia um possível quadro inicial de gripe, o que motivou a busca por atendimento imediato.
pai da criança / Foto: Jornal de Brasília
Segundo o relato de Marcos, havia três médicos de plantão, e a família optou por ser atendida por Júlio César, para eles, considerado uma referência na pediatria. No entanto, logo ao de cara, notaram um comportamento estranho do médico. “Ele estava visivelmente alterado, fora de si. Tinha tiques nervosos, chegou a cochilar durante o atendimento e receitou para a minha filha um remédio dermatológico indicado somente para adultos”, conta Marcos.
Ainda de acordo com o relato feito ao Jornal de Brasília, o médico apresentava dificuldade para digitar informações simples. Outras sete famílias que aguardavam atendimento no local também ficaram indignadas com a postura do pediatra. Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada. No entanto, não houve flagrante que justificasse a condução do médico à delegacia. A orientação foi de que o profissional fosse afastado do atendimento naquele momento.
O Jornal de Brasília tentou contato com o Hospital Brasiliense e com o plano de saúde responsável, mas até o momento, não teve retorno. O Espaço segue aberto para esclarecimentos. Outras famílias que também foram atendidas pelo médico optaram por não se identificarem no momento.








