Sexta-feira, 08/05/26

Países fecham pavilhões na Bienal de Veneza em repúdio à participação de Israel

Países fecham pavilhões na Bienal de Veneza em repúdio à participação de Israel
Países fecham pavilhões na Bienal de Veneza em repúdio à – Reprodução

SILAS MARTÍ
FOLHAPRESS

Dezenas de países decidiram fechar seus próprios pavilhões na Bienal de Veneza, nesta sexta-feira (8), em repúdio à presença de Israel na mostra italiana, que vem detonando uma série de protestos ao longo da semana.

Artistas representantes de cerca de 20 nações, entre elas Reino Unido e Suíça, lacraram suas galerias, aderindo a uma greve geral de trabalhadores da cultura liderada por ativistas do grupo Art Not Genocide Alliance, que se mobiliza contra a guerra em curso na Faixa de Gaza e acusa Israel de levar a cabo um genocídio na região.

Além dos britânicos e suíços, entraram na mobilização, Áustria, Bélgica, Chipre, Egito, Equador, Eslovênia, Espanha, Finlândia, Holanda, Irlanda, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Malta e Turquia.

O capítulo mais recente de uma onda de protestos que abala a estreia para convidados da maior mostra de arte do mundo acontece na véspera de sua abertura para o público, neste sábado.

Essa é uma das edições mais polêmicas da Bienal de Veneza em 130 anos de história, com boicotes de autoridades de uma série de países, entre eles até a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

Além da pressão contínua contra Israel, o principal estopim para as mobilizações é o retorno da delegação russa ao evento. O país de Vladimir Putin estava vetado da mostra desde 2022, quando começou a ofensiva contra a Ucrânia.

Desde que isso foi anunciado, a pressão só aumenta para que o pavilhão russo continuasse lacrado.
Organizadores da Bienal de Veneza resistiram e mantiveram a autorização da presença russa, apesar das sanções em vigor contra o país, o que detonou uma crise interna na mostra, com uma carta aberta de artistas e curadores participantes contra a decisão e a renúncia do corpo de jurados.

Pela primeira vez na história de mais de cem anos da exposição, o Leão de Ouro, seu prêmio máximo, será dado a um artista escolhido pelo público e não por um painel de críticos. A União Europeia ainda cortou EUR 2 milhões, quase R$ 12 milhões, para financiar a próxima edição.

T LB

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