Sexta-feira, 28/08/26

Emprego formal cria 58,6 mil vagas em julho e soma 972,2 mil no ano

Emprego formal cria 58,6 mil vagas em julho e soma 972,2 mil no ano
Emprego formal cria 58,6 mil vagas em julho e soma – Reprodução

Em julho de 2026, o mercado de trabalho formal celetista gerou 58.568 postos de trabalho, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos no mês. Com isso, o saldo acumulado no ano chegou a 972.203 vagas, crescimento de 2,06%.

No recorte dos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, a ampliação do emprego formal no país chegou a 880.717 postos, alta de 1,87%. Com o resultado de julho, o estoque de vínculos formais alcançou 48.082.866 empregos.

Quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas tiveram saldo positivo no mês. O destaque foi o setor de Serviços, com 24.098 vagas, seguido por Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315). O Comércio foi o único segmento com resultado negativo, com perda de 2.056 postos.

Nos estados, houve saldo positivo em 22 das 27 unidades federativas. Em números absolutos, São Paulo liderou com 17.814 vagas, seguido por Mato Grosso (5.766) e Minas Gerais (5.199). As maiores variações relativas ocorreram no Amazonas (0,63%), Mato Grosso (0,59%) e Piauí (0,52%).

Dos postos criados no mês, 95,1% foram considerados típicos e 4,9% não típicos, com maior participação de trabalhadores intermitentes, que somaram 4.344 vagas, e pessoas físicas do Cadastro de Atividades Econômicas (CAEPF), com 1.911.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, Serviços também liderou o crescimento, com saldo de 591.519 postos formais, alta de 2,58%. Dentro do setor, o segmento de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas respondeu por 211.823 empregos. Construção abriu 180.449 vagas no ano, Indústria somou 154.052 e Agropecuária, 54.106. O Comércio foi o único grande grupamento com resultado negativo no período, com perda de 7.896 postos.

Entre os estados, os maiores saldos acumulados foram registrados em São Paulo (267.107), Minas Gerais (113.981) e Paraná (68.243). Em termos relativos, as maiores variações ocorreram no Amapá (4,79%), Mato Grosso (3,96%) e Piauí (3,74%).

Em julho, o saldo foi positivo para homens, com 38.085 vagas, e para mulheres, com 20.483. Entre os jovens de até 24 anos, houve saldo positivo de 89.425 postos, enquanto para pessoas com mais de 25 anos o resultado foi negativo em 30.857 vagas.

O saldo também foi positivo para trabalhadores com nível médio completo (50.675) e médio incompleto (12.027). Os demais níveis de instrução somaram saldo negativo de 4.134 postos. Entre os grupos raciais, houve resultado positivo para pardos (64.881), pretos (10.694), amarelos (481) e indígenas (63), enquanto brancos registraram saldo negativo de 7.216.

O salário médio real de admissão em julho foi de R$ 2.419,23, acima dos R$ 2.404,10 de junho, uma alta de 0,6%, e também superior ao de julho de 2025, com aumento de R$ 48,38, ou 2,04%. Entre trabalhadores típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.456,27, enquanto entre os não típicos ficou em R$ 2.142,12.

T LB

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