Jogada de marketing para impulsionar o setor?
A nova expressão proposta por Trump pode, no entanto, agradar as principais empresas americanas de IA, interessadas em destacar as capacidades de seus modelos mais avançados. Esses sistemas já superam humanos em diversas tarefas especializadas e, até recentemente, estavam muito à frente dos concorrentes chineses.
Ainda assim, tanto a Anthropic, responsável pelo modelo Claude, quanto a OpenAI, criadora do ChatGPT, adiaram planos de abrir capital na bolsa de valores. Parte dos analistas atribuiu os atrasos a episódios recentes em que modelos de IA invadiram sistemas de computadores ou executaram tarefas para as quais não haviam sido projetados.
Com os modelos chineses reduzindo rapidamente a diferença de qualidade usando muito menos poder computacional, laboratórios americanos podem se beneficiar de uma estratégia de comunicação que reforce a percepção de liderança na corrida da IA. Segundo pesquisa do Goldman Sachs, os gastos globais com inteligência artificial devem superar 1 trilhão de dólares (R$ 5,17 trilhões).
“Os laboratórios [americanos] têm todo o interesse em chamá-la de super, hiper, superior ou algo parecido, porque isso exalta suas capacidades. É basicamente marketing”, afirmou Domingos, autor do livro The Master Algorithm (O Algoritmo Mestre, em tradução livre), publicado em 2015.








