Economia
A indústria brasileira registrou desempenho negativo no terceiro trimestre de 2026, sinalizando uma tendência de desaceleração para o restante do ano. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a produção da indústria de transformação deve encerrar o ano com retração de 0,4%, com alertas sobre possíveis impactos negativos para o setor em 2027. No período, os salários reais médios tiveram queda de 1,1%, enquanto as horas trabalhadas na produção recuaram 0,4% e as vendas reais diminuíram 0,2%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) também apresentou queda, atingindo 78,2% em setembro, patamar inferior à média dos últimos três anos. Entre os principais desafios apontados pela entidade estão o nível elevado da taxa básica de juros (Selic), o aumento dos custos de matérias-primas derivadas de petróleo devido a conflitos no Oriente Médio e a aplicação de sobretaxas comerciais por parte dos Estados Unidos. A demanda interna também enfrenta dificuldades, influenciada pelo alto comprometimento da renda das famílias, que atingiu 28,9% da renda anual, e pela inadimplência no crédito livre, que alcançou 7,6%, o maior índice registrado nos últimos 13 anos.
Impacto no seu bolso
- Situação atual: A indústria enfrenta desaceleração com queda na produção e redução no nível de utilização da capacidade instalada.
- O que muda: O cenário de fragilidade na demanda interna e custos elevados pressiona o setor, com reflexos no mercado de trabalho e na renda.
- Quem é afetado: Trabalhadores do setor industrial e famílias com alto comprometimento de renda e inadimplência.
- Próximos passos: Monitoramento dos indicadores econômicos para avaliar a persistência da desaceleração em 2027.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








