Sábado, 31/10/26

CBF solicita investigação após ameaças de dirigente de torcida organizada à arbitragem

CBF solicita investigação após ameaças de dirigente de torcida organizada à arbitragem
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) protocolou uma representação criminal junto ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o presidente da torcida organizada… — Imagem: © Lucas Figueiredo/CBF

Esporte

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) protocolou uma representação criminal junto ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o presidente da torcida organizada Gaviões da Fiel. A medida ocorre após o dirigente publicar em rede social mensagens com teor intimidatório direcionadas à equipe de arbitragem.

Na postagem, o líder da torcida afirmou que a “cota de roubos” contra o clube teria se esgotado e mencionou que a organizada teria conhecimento sobre os locais de hospedagem dos árbitros antes das partidas. A entidade esportiva classificou a conduta como passível de enquadramento nos crimes de ameaça e incitação à violência, conforme previsto no Código Penal e na Lei Geral do Esporte.

A CBF solicitou ao Ministério Público a abertura de inquérito policial, o reforço na segurança dos profissionais de arbitragem em hotéis, estádios e trajetos, além da análise de medidas cautelares contra o dirigente, incluindo a proibição de frequentar estádios. A confederação também busca a responsabilização cível e coletiva da torcida organizada.

Em manifestação pública, o presidente da Gaviões da Fiel declarou que a postagem foi realizada em caráter pessoal, como torcedor, e não em nome da instituição. Ele negou a intenção de ameaçar, classificando o texto como um desabafo sobre o desempenho da arbitragem em jogos do Corinthians, e afirmou que continuará cobrando transparência nas competições.

Entenda o caso

  • Onde e quando: O caso envolve publicações feitas em São Paulo, na última quarta-feira (28), antes de partida do Campeonato Brasileiro.
  • Principais informações: A CBF aponta natureza intimidatória nas declarações que citam o monitoramento da hospedagem dos árbitros.
  • Medidas anunciadas: A confederação pediu investigação criminal, proteção reforçada para a arbitragem e medidas judiciais contra o dirigente e a torcida.
  • Próximos desdobramentos: O MP-SP solicitou que o dirigente se manifeste formalmente no prazo de cinco dias para dar continuidade à apuração.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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