Sábado, 31/10/26

Dólar atinge R$ 5,44 e registra maior cotação do ano; Bolsa acumula perdas

Dólar atinge R$ 5,44 e registra maior cotação do ano; Bolsa acumula perdas
O dólar encerrou o pregão desta sexta-feira (30) em alta de 1,12%, cotado a R$ 5,447. — Imagem: Getty Images

Economia

O valor representa a maior cotação da moeda norte-americana desde 30 de dezembro de 2025.

O dólar encerrou o pregão desta sexta-feira (30) em alta de 1,12%, cotado a R$ 5,447. O movimento foi influenciado pela formação da taxa Ptax de fim de mês e pela divulgação de indicadores do mercado de trabalho brasileiro.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de valores brasileira, recuou 0,74%, fechando aos 167.921 pontos. Este é o menor patamar registrado desde 19 de agosto e marca a quinta sessão consecutiva de queda. O cenário reflete a continuidade dos ajustes de portfólio por parte dos investidores após o resultado das eleições presidenciais.

Analistas do mercado financeiro apontam que a desvalorização acumulada na Bolsa, próxima de 20% em relação ao recorde de 209 mil pontos, decorre de uma reprecificação do risco-país. A percepção de incertezas sobre a condução da política econômica e a trajetória da dívida pública tem pressionado os ativos domésticos e elevado a saída de capital estrangeiro.

Além do cenário interno, o ambiente externo contribui para a cautela dos investidores. O mercado monitora a decisão do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que manteve as taxas de juros inalteradas, mantendo a atenção voltada para os próximos passos da política monetária norte-americana e seus impactos globais.

Impacto no seu bolso

  • Cotação do dólar: A moeda atingiu R$ 5,447, encarecendo importações e produtos dolarizados.
  • Mercado de ações: O Ibovespa acumula cinco quedas seguidas, refletindo a cautela dos investidores com o cenário fiscal.
  • Cenário econômico: A incerteza sobre a política fiscal pressiona os juros longos, o que pode limitar o espaço para reduções mais agressivas na taxa Selic.
  • Investimento estrangeiro: O fluxo de saída de capital externo da Bolsa brasileira tem sido um fator de pressão adicional sobre os preços dos ativos.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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