Economia
Às 9h52, a moeda norte-americana subia 1,05%, cotada a R$ 5,443.
O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (30), impulsionado pela formação da taxa Ptax de fim de mês e pela repercussão de novos indicadores do mercado de trabalho brasileiro.
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da Pnad Contínua, do IBGE.
A volatilidade cambial é intensificada pela formação da Ptax, taxa calculada pelo Banco Central no último dia útil de cada mês. O indicador serve de referência para a liquidação de contratos futuros, levando investidores a ajustarem suas posições no mercado.
No cenário doméstico, o mercado mantém cautela diante de incertezas sobre a política econômica e a composição da equipe ministerial. O governo federal tem sinalizado a busca pelo centro da meta fiscal, embora declarações divergentes entre autoridades gerem ruídos sobre a prioridade de um ajuste nas contas públicas.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio informou que o PIB cresceu 3,4% no terceiro trimestre, superando as expectativas, enquanto o índice PCE de inflação avançou 3,6% em 12 meses. Os dados reforçam a expectativa de manutenção de juros elevados pelo banco central norte-americano, o que influencia o apetite ao risco global.
Impacto no seu bolso
- Câmbio: A disputa pela Ptax e a cautela fiscal pressionam a cotação do dólar, afetando custos de importação e preços de produtos dolarizados.
- Juros futuros: A incerteza sobre a política fiscal eleva o prêmio de risco, pressionando as taxas de longo prazo e encarecendo o crédito para empresas e consumidores.
- Investimentos: Discussões sobre possíveis alterações tributárias em títulos isentos de Imposto de Renda geram volatilidade em ativos como LCIs, LCAs e debêntures incentivadas.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








