Segunda-feira, 02/11/26

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Eleitores dos EUA demonstram pessimismo com economia antes das eleições

Eleitores dos EUA demonstram pessimismo com economia antes das eleições
Às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, o cenário econômico se tornou o ponto central de preocupação para os eleitores. — Imagem: Divulgação

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Apesar de indicadores macroeconômicos sólidos, o sentimento predominante entre a população é de descontentamento, impulsionado principalmente pela inflação persistente e pelo custo de vida elevado.

Às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, o cenário econômico se tornou o ponto central de preocupação para os eleitores.

O que você precisa saber

  • Cenário econômico: O país registra crescimento sólido e desemprego historicamente baixo, mas a inflação elevada afeta o poder de compra das famílias.
  • Principais queixas: Eleitores apontam o aumento nos preços de combustíveis, serviços públicos e alimentação como os maiores entraves financeiros.
  • Impacto político: O histórico econômico do governo atual é o foco dos eleitores, que buscam definir o controle do Congresso nas urnas.
  • Mercado imobiliário: Taxas de hipotecas acima de 7% e a baixa oferta de imóveis tornaram a casa própria inacessível para grande parte da população.

Os dados oficiais mostram uma realidade distinta da percepção popular. A taxa de desemprego em setembro foi de 4,2%, mantendo-se abaixo de 4,5% por cinco anos consecutivos. Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou um crescimento anualizado de 3,4% no último trimestre, impulsionado por investimentos em inteligência artificial e pelo desempenho do mercado de ações.

Contudo, a inflação, embora abaixo dos picos de 2022, permanece acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve (banco central dos EUA). O cenário foi agravado por um conflito internacional de oito meses, que pressionou os preços globais de energia. Segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, o poder de compra dos trabalhadores estagnou desde janeiro de 2025, uma vez que os salários acompanharam a alta dos preços, mas não geraram ganho real.

Para conter a inflação, o banco central elevou a taxa básica de juros em setembro e sinalizou novos aumentos para dezembro. O objetivo, conforme a autoridade monetária, é reduzir a pressão inflacionária sem comprometer o mercado de trabalho. Enquanto isso, o mercado financeiro observa com cautela a sustentabilidade dos investimentos em tecnologia, após quedas recentes em índices como o Nasdaq.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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