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Apesar de indicadores macroeconômicos sólidos, o sentimento predominante entre a população é de descontentamento, impulsionado principalmente pela inflação persistente e pelo custo de vida elevado.
Às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, o cenário econômico se tornou o ponto central de preocupação para os eleitores.
O que você precisa saber
- Cenário econômico: O país registra crescimento sólido e desemprego historicamente baixo, mas a inflação elevada afeta o poder de compra das famílias.
- Principais queixas: Eleitores apontam o aumento nos preços de combustíveis, serviços públicos e alimentação como os maiores entraves financeiros.
- Impacto político: O histórico econômico do governo atual é o foco dos eleitores, que buscam definir o controle do Congresso nas urnas.
- Mercado imobiliário: Taxas de hipotecas acima de 7% e a baixa oferta de imóveis tornaram a casa própria inacessível para grande parte da população.
Os dados oficiais mostram uma realidade distinta da percepção popular. A taxa de desemprego em setembro foi de 4,2%, mantendo-se abaixo de 4,5% por cinco anos consecutivos. Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou um crescimento anualizado de 3,4% no último trimestre, impulsionado por investimentos em inteligência artificial e pelo desempenho do mercado de ações.
Contudo, a inflação, embora abaixo dos picos de 2022, permanece acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve (banco central dos EUA). O cenário foi agravado por um conflito internacional de oito meses, que pressionou os preços globais de energia. Segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, o poder de compra dos trabalhadores estagnou desde janeiro de 2025, uma vez que os salários acompanharam a alta dos preços, mas não geraram ganho real.
Para conter a inflação, o banco central elevou a taxa básica de juros em setembro e sinalizou novos aumentos para dezembro. O objetivo, conforme a autoridade monetária, é reduzir a pressão inflacionária sem comprometer o mercado de trabalho. Enquanto isso, o mercado financeiro observa com cautela a sustentabilidade dos investimentos em tecnologia, após quedas recentes em índices como o Nasdaq.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








