Quarta-feira, 04/11/26

Estados Unidos

Onda democrata altera Congresso americano e impõe derrota a aliados de presidente

Edifícios do Capitólio dos Estados Unidos
Capitólio dos EUA após as eleições de meio de mandato — Imagem: Gonzalo Fuentes

As eleições de meio de mandato de 2026 nos Estados Unidos alteraram o mapa político de Washington e impuseram uma severa derrota ao governo federal. Impulsionados pela insatisfação dos eleitores com o custo de vida, os democratas garantiram o controle das duas Casas do Congresso.

Sem a maioria no Capitólio, a gestão federal precisará negociar com os democratas para seguir com as diretrizes do Executivo. Esta é a primeira vez desde 2006 que ambas as casas do Congresso mudaram de partido durante a mesma eleição de meio de mandato.

Mudanças no Congresso e revés no Texas

O Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Deputados ao atingir 228 cadeiras e assumiu o controle do Senado ao somar 54 assentos. A vitória reverteu vagas que pertenciam a republicanos em estados como Texas, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio, Iowa, Kansas e Maine.

No tradicional reduto conservador do Texas, os democratas quebraram décadas de domínio republicano. A disputa pelo governo estadual foi vencida pela candidata democrata, que superou o atual governador apoiado pelo Palácio da Casa Branca. Na disputa pelo Senado, o candidato democrata venceu o adversário republicano que contava com forte apoio financeiro privado na campanha.

Entenda o caso

  • Onde e quando: Estados Unidos, com resultados divulgados em novembro de 2026 durante as eleições de meio de mandato.
  • Principais informações: Partido Democrata conquistou maioria na Câmara e no Senado, alterando o equilíbrio político de Washington e garantindo poder para barrar projetos e abrir investigações.
  • Medidas anunciadas: Nova maioria legislativa sinaliza maior escrutínio sobre as políticas federais e propostas de restrição a grandes investimentos em infraestrutura tecnológica no Texas.
  • Próximos desdobramentos: Gestão federal precisará negociar diretamente com o Legislativo opositor para viabilizar nomeações e pautas nos próximos dois anos.

Informações: Agência de Notícias Internacional.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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