A aplicação em escala mundial de seis medidas destinadas a limitar os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde pública poderia evitar 1,56 milhão de mortes por ano, além de gerar benefícios econômicos expressivos, segundo um estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Divulgado no início de novembro de 2026, o levantamento antecede a realização da COP31 e enfatiza o chamado triplo dividendo: população mais saudável, redução de emissões poluentes e economias mais sólidas para os países envolvidos.
Medidas recomendadas e impactos estimados
Entre as ações prioritárias estão a implementação de sistemas de alerta de saúde para o calor e a criação de redes de abastecimento de água potável e saneamento que sejam resilientes ao clima.
O relatório também recomenda melhorar a higiene das mãos, ampliar o uso de fontes de energia doméstica mais limpas e adotar uma tarifação eficaz dos combustíveis fósseis. Além de preservar vidas humanas, o pacote completo poderia evitar anualmente 16,67 bilhões de toneladas de emissões de CO₂ equivalente.
Retorno econômico e projeções
As projeções, que abrangem 187 países para o período entre 2024 e 2075, indicam que os alertas de calor estão entre as iniciativas mais rentáveis, com retorno estimado de 835 dólares para cada dólar investido. Por sua vez, as políticas voltadas aos preços de combustíveis fósseis apresentam o maior potencial de impacto direto, podendo prevenir 1,2 milhão de mortes por ano.
A OMS estima ainda que as ações podem gerar cerca de 4 trilhões de dólares anuais em bem-estar econômico e até 5,4 trilhões de dólares em benefícios fiscais, fortalecendo a preparação global para crises climáticas.
Entenda o caso
- Onde e quando: Estudo global divulgado em novembro de 2026 pela OMS, com foco em 187 países para o período de 2024 a 2075.
- Principais informações: Seis ações voltadas ao clima e à saúde podem salvar 1,56 milhão de vidas anualmente e reduzir 16,67 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente.
- Medidas anunciadas: Alertas contra o calor, saneamento resiliente, energia limpa e taxação de combustíveis fósseis.
- Próximos desdobramentos: Discussões oficiais sobre inclusão da saúde nas negociações da COP31, em Antália, na Turquia.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








