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A colisão envolveu uma composição da operadora estatal Renfe, que transportava 397 passageiros, e um trem da empresa privada Iryo, com 147 pessoas a bordo, que estava parado nos trilhos.
As autoridades espanholas confirmaram, nesta segunda-feira (2), a identificação de todas as 69 vítimas fatais da colisão entre dois trens de alta velocidade ocorrida na última quarta-feira (28), na província de Toledo. O trabalho de reconhecimento foi conduzido pelo Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses de Toledo e Ciudad Real, com o suporte do Centro Integrado de Dados (CID).
O acidente, considerado um dos mais graves da história ferroviária recente na Europa, aconteceu nas proximidades do município de Urda, a cerca de 150 km de Madri.
Segundo o governo regional de Castela-Mancha, dezenas de feridos permanecem hospitalizados, parte deles em unidades de terapia intensiva. O episódio gerou forte repercussão política, levando à suspensão de eventos da campanha eleitoral para o pleito legislativo antecipado, previsto para 29 de novembro.
Informações: Governo da Espanha.
Entenda o caso
- Onde e quando: O acidente ocorreu na manhã de 28 de outubro de 2026, na linha de alta velocidade Madri-Sevilha, perto de Urda.
- Principais informações: A colisão foi causada por uma falha no sistema automático de sinalização, seguida por uma autorização indevida do centro de controle para que o trem da Renfe seguisse viagem, mesmo com outra composição parada no mesmo trecho.
- Vítimas: Entre os 69 mortos, a maioria é de nacionalidade espanhola, com a presença de cidadãos de diversas outras nacionalidades, incluindo australianos, japoneses e outros estrangeiros.
- Próximos desdobramentos: As investigações sobre a falha técnica e a responsabilidade operacional seguem em curso, enquanto o país observa luto oficial e debate a segurança da rede ferroviária.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








