Segunda-feira, 02/11/26

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EUA aprovam versão genérica de tratamento injetável contra HIV

EUA aprovam versão genérica de tratamento injetável contra HIV
A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou, nesta segunda-feira (2), uma versão genérica do lenacapavir, medicamento utilizado na prevenção do… — Imagem: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde

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O tratamento, administrado por meio de injeções semestrais, representa um avanço significativo para ampliar o acesso à profilaxia em países de baixa e média renda.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou, nesta segunda-feira (2), uma versão genérica do lenacapavir, medicamento utilizado na prevenção do HIV.

O que você precisa saber

  • Funcionamento: O medicamento é um injetável de ação prolongada aplicado duas vezes ao ano.
  • Eficácia: O tratamento reduz em 99,9% o risco de transmissão do vírus.
  • Custo: O valor definido para o mercado internacional é de 40 dólares por ano por paciente.
  • Disponibilidade: O fármaco será distribuído em 120 países.

A versão genérica será produzida pela farmacêutica indiana Dr. Reddy’s Laboratories. A iniciativa conta com o apoio da Unitaid, do instituto africano de pesquisa em saúde Wits RHI e da Iniciativa Clinton para o Acesso à Saúde (CHAI), que firmaram um acordo de preços em setembro de 2025 para viabilizar a distribuição global.

O lenacapavir original, desenvolvido pela empresa Gilead, foi aprovado pelas autoridades americanas em junho de 2025. Contudo, o custo elevado da versão de referência — que chegava a quase 28 mil dólares anuais nos Estados Unidos — limitava sua aplicação em larga escala. Para contornar essa barreira, a fabricante original concedeu, no final de 2024, licenças para a produção de genéricos a seis empresas farmacêuticas.

Diferente dos métodos tradicionais de profilaxia pré-exposição (PrEP), que exigem a ingestão diária de comprimidos, o novo formato injetável busca facilitar a adesão ao tratamento. Dados da Unitaid indicam que, mesmo antes da disponibilidade dos genéricos, mais de 125 mil pessoas em dez países africanos já utilizavam a versão de referência do medicamento.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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