Sexta-feira, 06/11/26

Goiás

Açafrão de Mara Rosa é o único produto goiano em lista de proteção internacional

Plantação de açafrão na região de Mara Rosa em Goiás
Açafrão de Mara Rosa — Imagem: Divulgação

O açafrão produzido na região de Mara Rosa, no Norte de Goiás, é o único produto goiano incluído na lista de indicações geográficas brasileiras contempladas pelo Acordo Comercial entre Mercosul e União Europeia. A proteção busca impedir que produtos de outros locais sejam comercializados na Europa utilizando indevidamente o nome associado à região goiana.

A informação consta em um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) sobre os reflexos do tratado para a economia estadual. Nos documentos oficiais, a denominação aparece classificada na categoria de especiarias, reconhecendo o vínculo entre a origem e as características específicas do produto.

Regras e alcance da proteção internacional

O acordo comercial provisório está em vigor desde 1º de maio de 2026. As normas de propriedade intelectual garantem a salvaguarda do nome, mas a medida não assegura aumento imediato das exportações nem torna os produtores goianos os únicos fornecedores do mercado europeu.

Segundo levantamentos do setor, o município de Mara Rosa produz cerca de 5 mil toneladas de açafrão anualmente em uma área de cultivo estimada em 250 hectares, envolvendo mais de 300 famílias na agricultura familiar. A receita bruta anual da produção movimenta valores entre R$ 50 milhões e R$ 110 milhões, conforme o nível de processamento da raiz.

Em resumo

  • Onde e quando: A proteção geográfica abrange a região de Mara Rosa, no Norte de Goiás, no âmbito do acordo provisório vigente desde maio de 2026.
  • Principais informações: O açafrão local é o único item goiano na lista de indicações geográficas protegidas pelo tratado entre Mercosul e União Europeia.
  • Medidas anunciadas: A denominação passa a contar com salvaguarda jurídica na Europa contra o uso indevido do nome por produtores de outras localidades.
  • Próximos desdobramentos: Os produtores interessados no mercado internacional devem continuar cumprindo as exigências comerciais, sanitárias e de origem exigidas pelo bloco europeu.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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