Sábado, 12/09/26

Amazonas confirma três casos de sarampo e investiga dois

Amazonas confirma três casos de sarampo e investiga dois
Amazonas confirma três casos de sarampo e investiga dois – Reprodução

Três casos de sarampo foram confirmados em Tabatinga, no Amazonas, na tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. Todos os infectados são procedentes da cidade peruana de Alto Monte e não estavam vacinados contra a doença.

Entre os casos confirmados estão uma mulher de 24 anos e duas crianças, de 8 anos e 1 ano, que estiveram recentemente no país vizinho e chegaram a ser atendidas lá após apresentarem sintomas. A mulher relatou ter tido contato com um irmão que também tinha sinais da doença. Os três permanecem isolados em Tabatinga.

Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, há ainda dois casos em investigação. Em Tabatinga, as autoridades analisam o caso de um menino de 2 anos, também de nacionalidade peruana, que viveu quase um ano no país e retornou recentemente ao Brasil. Em Carauari, uma menina de 1 ano apresentou sintomas típicos da doença, mas, ao contrário dos demais, não tem histórico de viagem para fora do Brasil nem de contato com pessoas com suspeita.

Além de isolar os pacientes confirmados e suspeitos, a Fundação informou que monitora o estado de saúde das pessoas que tiveram contato com eles e realizou bloqueio vacinal para reforçar a imunização contra o sarampo na comunidade. O Ministério da Saúde também disse que está intensificando as ações de vigilância no estado e enviará equipes aos municípios de Tabatinga e Carauari para apoiar os serviços de saúde locais.

A pasta afirmou que os casos ocorrem em meio a surtos em outros países das Américas e destacou que o Brasil segue certificado como área livre da doença. Segundo a Organização Panamericana de Saúde, já foram confirmados mais de 47 mil casos no continente, com 44 óbitos. O Peru está entre os países com maior número de registros, com quase 2 mil casos.

Por enquanto, o Brasil registrou 36 casos em 2026: 32 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro e 3 no Amazonas. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, afirmou que casos importados podem dar início a cadeias de transmissão no país e defendeu vigilância, bloqueio dos casos confirmados e vacinação de pessoas suscetíveis que tiveram contato com os infectados.

Kfouri também ressaltou que o Brasil vem adotando medidas para manter a transmissão sustentada do sarampo fora do território, como a aplicação da chamada dose zero em bebês de 6 a 11 meses que vivem em áreas com registro da doença e doses de reforço em populações de maior risco. A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e, no calendário básico, deve ser aplicada em duas doses, aos 12 e aos 15 meses. Pessoas de até 59 anos sem comprovante de vacinação devem atualizar a caderneta.

Com informações da Agência Brasil

T LB

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