Sábado, 12/09/26

Conselho de Supervisão da Meta pede que verificação não seja substituída por ‘Notas da Comunidade’

Conselho de Supervisão da Meta pede que verificação não seja substituída por 'Notas da Comunidade'
Conselho de Supervisão da Meta pede que verificação não seja – Reprodução

Por isso, “instamos a Meta a não apresentar as notas da comunidade como uma substituição direta da verificação”, indicou em seu comunicado o conselho da empresa que reúne Facebook, WhatsApp e Instagram.

Na quarta-feira, a gigante tecnológica liderada por Mark Zuckerberg anunciou que começou a testar suas Notas da Comunidade em 16 países da América Latina, como passo em direção à substituição do atual programa de verificação profissional jornalística de conteúdos.

O anúncio ocorreu em pleno fortalecimento da direita e da extrema direita na América Latina, impulsionado por candidatos que chegaram à presidência de países como Chile, Colômbia, Equador, Argentina e Peru, que se declaram admiradores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e têm como modelo o mandatário de El Salvador, Nayib Bukele.

Todos eles contam com estratégias ambiciosas nas redes sociais, onde há grande quantidade de desinformação para exaltar sua imagem e difundir sua mensagem.

No ano passado, dias antes de Trump iniciar seu segundo mandato na Casa Branca, a Meta já havia encerrado este programa nos Estados Unidos, optando pelas Notas da Comunidade baseadas em um sistema de colaboração em massa, como já vinha fazendo a plataforma X, de Elon Musk.

Neste caso, não são redações nem jornalistas profissionais que verificam informações potencialmente enganosas, mas sim usuários das redes sociais que cumpram uma série de requisitos, como ter pelo menos 18 anos, uma conta com no mínimo seis meses de existência e não ter infringido reiteradamente as normas da Meta.


T LB

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