Quarta-feira, 27/05/26

As oportunidades para a América Latina na nova corrida espacial

As oportunidades para a América Latina na nova corrida espacial
As oportunidades para a América Latina na nova corrida espacial – Reprodução

A cooperação regional existe, mas é limitada e “a exploração espacial, por enquanto, não faz parte dos objetivos”, acrescenta.

NewSpace: a porta de entrada para países emergentes

No entanto, juntamente com a exploração espacial tradicional — dominada por agências como a Nasa (EUA), a ESA (Europa) ou a CNSA (China), com grandes orçamentos — surgiu há cerca de 20 anos o chamado NewSpace: empresas privadas que operam no espaço com foco em rentabilidade e com base na Terra. Este é o setor com maior potencial para a região.

“O NewSpace abre um grande leque de oportunidades. Outra questão é se os países emergentes, especialmente na América Latina, serão capazes ou terão a visão de aproveitá-las”, afirma à DW Gustavo Medina, diretor do Laboratório de Instrumentação Espacial (LINX) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

México desenvolve o projeto Colmena, de prospecção mineral lunar com pequenos robôs Imagem: Laboratorio de Instrumentación Espacial (LINX), UNAM

Sua equipe lançou em 2024, a partir do Cabo Canaveral, o projeto Colmena 1. E, embora os robôs não tenham conseguido pousar na Lua por problemas externos, “enviamos uma missão além da órbita lunar, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, validando nossa tecnologia. Isso era impossível há 20 anos. Era algo que apenas grandes agências espaciais como Nasa, Jaxa [Japão] ou ESA podiam fazer”, relata.


T LB

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