Sexta-feira, 15/05/26

Atendimentos por síndromes gripais caem 41,1% na rede pública do DF

Atendimentos por síndromes gripais caem 41,1% na rede pública do DF
Registros de síndromes gripais caem 41,1% na rede pública do DF – Reprodução

Queda nos casos de síndromes gripais

O número de atendimentos por síndromes gripais na rede pública do Distrito Federal caiu 41,1% entre janeiro e maio de 2026, com 82,7 mil registros, em comparação com os 140,7 mil no mesmo período de 2025, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF). Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) recuaram 24% na mesma comparação. A redução ocorreu em um período de vacinação contra doenças respiratórias, orientação sobre sinais de alerta e reforço da procura precoce pelas unidades básicas de saúde (UBSs).

Na UBS 4 do Guará, a médica Camila Damasceno, referência técnica em medicina da família e comunidade, citou medidas de proteção como a atualização da caderneta de vacinação e cuidados para evitar a transmissão de vírus. “Além da vacina contra o VSR [vírus sincicial respiratório], a gente tem a vacina contra a influenza, que todo ano é ofertada nessa época, quando começa a sazonalidade das viroses respiratórias, que aqui no DF é entre março e julho. A vacinação contra a influenza, contra covid-19 e contra o VSR ajuda a reduzir o risco de casos graves, internações e óbitos”, afirmou.

Vacinação e prevenção

A vacina contra o vírus sincicial respiratório é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, transferindo proteção para o bebê. A imunização contra influenza é atualizada anualmente, e a campanha de 2026 começou em março para grupos prioritários. A vacinação contra a covid-19 segue no calendário para públicos específicos, como idosos, gestantes e crianças.

Camila reforçou a importância de manter a caderneta em dia. “A vacinação é o principal meio que a gente tem de prevenir casos graves, internações e óbitos. Procure seu posto de saúde, peça para a equipe olhar sua caderneta de vacinação e veja se está faltando alguma coisa, mas não deixe de se vacinar”, orientou.

Quando procurar atendimento e reforço na rede

As UBSs são a porta de entrada para a avaliação de sintomas respiratórios. Sinais de alerta como febre por mais de 72 horas, retorno da febre, dificuldade para respirar, respiração acelerada e cansaço exigem atendimento médico. Fora do horário das UBSs, a recomendação é buscar um pronto-socorro.

A técnica de laboratório Thainá Stephany Magalhães, 27 anos, foi à UBS 4 do Guará para se vacinar contra a gripe. “Acho muito importante a vacinação porque previne e, se vier a pegar [gripe], os sintomas ficam mais brandos. Quando a gente se previne, protege os outros também”, disse.

A secretária Dinha Magalhães, 51 anos, também buscou a vacina. “Todos os anos eu venho tomar a vacina e, desde que tomo, não fico com aquela gripe horrível. Quem já está na faixa etária deve vir logo”, afirmou.

A vacinação é realizada nas salas de vacina das UBSs. É necessário apresentar documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. Grupos prioritários devem levar documento comprobatório.

Reforço na atenção básica

O fortalecimento das UBSs inclui a contratação de 114 médicos de família e comunidade por meio de contratos temporários para atuar na Estratégia Saúde da Família. A rede também será reforçada com 50 profissionais aprovados em concurso, sendo 45 médicos de diferentes especialidades e cinco psiquiatras, a partir de vagas remanescentes, totalizando 164 novos médicos.

T LB

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