Regulamentação e atuação da doula
As doulas têm um papel essencial ao oferecer suporte físico, emocional e informativo, contribuindo para um parto mais seguro e humanizado desde a gravidez até o pós-parto. A doula Lais Pelegrini, 40 anos, afirma que a profissional é de extrema importância para que a mulher tenha apoio em todas as frentes, buscando desmistificar a cultura de que o parto é apenas sofrimento.
Sancionada em abril, a Lei Federal 15.381 regulamenta a profissão no Brasil, garantindo a presença das doulas em hospitais públicos e privados durante todo o período de gestação e pós-parto. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) já regulamentava a atuação das doulas na rede pública desde 2020.
Acompanhamento completo
A doula Rebeca Marques, 27 anos, explica que o acompanhamento começa na gestação. “Fornecemos, por exemplo, aulas de educação pré-natal, falamos sobre as fases do trabalho de parto, amamentação, cuidados com o recém-nascido, violência obstétrica, entre outros temas”, detalha.
No momento do parto, a profissional acalma e facilita o processo. “Traduzimos os termos médicos, que às vezes são incompreensíveis para os leigos, como dilatação e descida do bebê. Utilizamos exercícios próprios de alívio da dor e de auxílio na hora do nascimento”, elenca Rebeca.
Pioneirismo do DF na atuação da doula
A Portaria da SES-DF nº 868, de 11 de novembro de 2020, estabelece que as doulas podem oferecer apoio físico e emocional às mulheres em trabalho de parto e utilizar métodos não farmacológicos para o alívio da dor, entre outras atribuições.
O documento reforça que essas profissionais contratadas pelas famílias não realizam procedimentos médicos ou de enfermagem, nem executam exames ou atividades que interfiram na atuação das equipes de saúde. Outro ponto previsto é a garantia da presença da doula durante todo o trabalho de parto, independentemente da presença de um acompanhante.
Integração com a equipe de saúde
A coordenadora do Comitê de Qualidade e Segurança do Paciente da Casa de Parto de São Sebastião, Vanessa Benjamin Barbosa, destaca que a integração entre as doulas e os profissionais de saúde contribui para um ambiente mais acolhedor e seguro.
“A equipe médica, claro, vai estar preocupada com o emocional da gestante, mas a visão é mais relacionada ao parto em si, à técnica. Além disso, não é possível estar o tempo inteiro com uma única gestante. Nesse sentido, a doula conhece previamente aquela mulher, já tem um vínculo de confiança. Elas acabam se tornando uma ponte entre gestante e equipe médica”, destaca Vanessa.
*Com informações da Secretaria de Saúde








