O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) informou que finalizou as alterações para aprimorar a transparência e a responsabilidade pública de seu teste de estresse e reduzir a volatilidade em seus requisitos de capital relacionados a esse teste. Em comunicado, o BC dos Estados Unidos afirma que as duas regras finais são em grande parte semelhantes às propostas em 2025.
Segundo o Fed, a primeira regra final determina que o Conselho do Fed convide, anualmente, o público a contribuir com os cenários do teste e eventuais mudanças materiais nos modelos.
A norma atualiza o arcabouço que orienta o desenho dos cenários hipotéticos e define os modelos que serão utilizados no teste de 2027, além de ajustar o calendário do processo.
A regra também altera o componente de “choque de mercado global”, aplicado a bancos com grandes carteiras de negociação. A partir de agora, essas instituições serão testadas, a cada ano, contra dois choques de mercado global, e o Fed usará, para cada banco, o choque que gerar as maiores perdas na apuração do resultado do teste.
Já a segunda regra final muda o cálculo do colchão de capital para cenários de estresse, determinando que o Fed faça a média dos resultados dos dois testes anuais de supervisão mais recentes para as instituições que tenham participado em ambos os anos. O Fed informou que começará a aplicar essa média em 2028, “para garantir que apenas modelos que incorporem contribuições públicas sejam usados no cálculo”.
Segundo o Fed, em conjunto, as mudanças provavelmente reduzirão a volatilidade ano a ano dos requisitos de capital em aproximadamente 50% e não devem afetar de forma material os requisitos agregados de capital.
O diretor do Fed Michael Barr foi contra a decisão e afirmou que a norma final enfraquecerá “significativamente” o teste de estresse e, consequentemente, a resiliência dos bancos. “Tenho sérias preocupações de que essas mudanças levem à dependência de um teste de estresse que carece de credibilidade e já não consegue avaliar com eficácia a adequação de capital dos maiores bancos, colocando, assim, nosso sistema financeiro e nossa economia em risco”, ponderou, em declaração.








