As bolsas europeias fecharam em alta robusta nesta quarta-feira, 6, embaladas pelo otimismo em torno de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. Sinais de avanço nas negociações reduziram temores sobre interrupções no fornecimento global de petróleo e pressionaram as cotações da commodity, favorecendo ativos de risco. O apetite por ações também foi sustentado por balanços corporativos robustos e pela perspectiva de alívio nas pressões inflacionárias decorrentes da energia.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 2,15%, a 10.438,66 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,24%, a 24.949,25 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 2,94%, a 8.299,42 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 2,35%, a 49.696,75 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 2,51%, a 18.110,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,12%, a 9.266,81 pontos. As cotações são preliminares.
Segundo a CNBC, a Casa Branca avalia que está próxima de um memorando de entendimento com 14 pontos para encerrar o conflito e estabelecer uma estrutura para negociações nucleares mais amplas com Teerã.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou à emissora que o governo iraniano “avalia” a proposta norte-americana.
No noticiário econômico, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da zona do euro caiu a 47,6 em abril, mas superou levemente a prévia, enquanto o indicador britânico avançou mais do que o esperado, a 52,7.
A Pantheon Macroeconomics destacou que a recuperação da indústria francesa no fim do primeiro trimestre “oferece um começo decente para o próximo trimestre”.
Entre as ações, a Novo Nordisk subiu cerca de 2,5% após elevar projeções anuais com forte demanda pela versão em comprimido do Wegovy. Pandora saltou mais de 14% após vendas trimestrais superarem expectativas. Em Frankfurt, Lufthansa avançou perto de 6,3% com previsão otimista para a temporada de verão europeu, enquanto Infineon recuou 1,6% mesmo após elevar guidance em meio ao impulso da demanda por chips ligados à IA.
Na contramão, com a queda nos preços do petróleo, o setor de energia caiu perto de 2,5%, com quedas de cerca de 3,1% da Shell e 3,2% da TotalEnergies.
*Com informações da Dow Jones Newswires








