O mercado de trabalho formal brasileiro registrou a criação líquida de 121.305 vagas em setembro, conforme dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O resultado do mês passado decorreu de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. O volume ficou abaixo da expectativa de economistas consultados em pesquisa de mercado, que projetavam a criação líquida de 170.852 postos de trabalho.
Desempenho histórico e acumulado do ano
O saldo registrado em setembro foi o menor para o mês na série histórica do Novo Caged, iniciada em 2020. Considerando os dados de anos anteriores com metodologia diferente, o patamar é o mais baixo desde 2017, período em que houve abertura líquida de 49.283 postos. Em setembro do ano passado, o país havia contabilizado 214.609 postos criados.
No acumulado dos primeiros nove meses deste ano, o total chegou a 1.248.914 vagas abertas. Trata-se do resultado mais baixo para o período desde 2020, ano marcado pela pandemia da Covid-19, quando o indicador apontou o fechamento de 775.557 postos.
Setores econômicos e estoque total
Quatro dos cinco grupamentos de atividades econômicas encerraram setembro com saldos positivos. O setor de serviços liderou a abertura de postos, com 81.241 vagas, seguido pela indústria (19.285), pelo comércio (15.697) e pela construção (9.468). Em contrapartida, a agropecuária registrou o fechamento líquido de 4.381 vagas formais.
Com o resultado mensal, o estoque total de empregos com carteira assinada no país alcançou 48.359.577 vínculos em setembro.
Impacto no seu bolso
- O que mudou: O ritmo de criação de vagas formais desacelerou em setembro, atingindo o menor patamar para o mês desde o início da série atual do Caged.
- Valores e indicadores: Foram registradas 2.214.437 admissões frente a 2.093.132 desligamentos, resultando em um saldo líquido de 121.305 postos.
- Quem é afetado: Trabalhadores em busca de colocação formal e setores econômicos como serviços, indústria, comércio e construção.
- Quando vale: Os dados refletem as contratações e demissões ocorridas ao longo do mês de setembro e foram publicados em novembro.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








