O Ministério do Turismo tornou obrigatório o preenchimento dos campos de raça, etnia e gênero no Cadastur, sistema oficial de cadastro de profissionais e empresas do setor. Segundo a pasta, a medida busca ampliar o acesso a políticas públicas, qualificação profissional e crédito, além de produzir dados para orientar ações voltadas à redução das desigualdades no turismo.
Para detalhar a mudança, o ministério promoverá em 30 de junho, das 14h30 às 17h, o webinar “Rotas Negras em Ação: Cadastur, Formalização e Oportunidades para Afroempreendedores do Turismo”, em parceria com a Associação Brasileira de Afroturismo (Abrafo). O encontro virtual pretende orientar afroempreendedores sobre formalização e novas oportunidades, além de servir como espaço de diálogo entre o setor e o poder público.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou que o novo registro representa um passo histórico rumo a um turismo mais justo, diverso e inclusivo. Ele disse que o mapeamento deve orientar políticas públicas, reduzir desigualdades e valorizar o turismo de base comunitária e afrocentrada.
De acordo com o ministério, com o Cadastur, guias de turismo, agências de viagens, meios de hospedagem e organizadores de eventos passam a ter acesso a políticas públicas voltadas ao setor, incluindo linhas de crédito e programas de qualificação profissional. Microempreendedores e empresários cadastrados também podem acessar recursos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que disponibiliza, só em 2026, mais de R$ 1 bilhão para financiamentos com condições facilitadas.
A pasta também destacou iniciativas ligadas ao afroturismo. Durante o Salão do Turismo 2026, lançou a 13ª edição do Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo (BIMT), dedicada ao tema, com 101 experiências e 32 eventos mapeados em todo o país, especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste. Em 2025, foi lançado o Guia do Afroturismo no Brasil, que apontou 44 experiências e serviços turísticos protagonizados por pessoas negras.







