Sexta-feira, 15/05/26

Câmara aprova regras para aposentadoria compulsória de empregados públicos aos 75 anos

Câmara aprova regras para aposentadoria compulsória de empregados públicos aos 75 anos
Câmara aprova regras para aposentadoria compulsória de empregados públicos aos – Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira, 14, um projeto de lei que regulamenta a aposentadoria compulsória aos 75 anos para empregados públicos, desde que cumprido o tempo mínimo de contribuição à Previdência Social. O texto também autoriza, em caráter excepcional, a permanência em atividade de profissionais especializados após essa idade. A proposta segue agora para análise do Senado.

A aposentadoria compulsória aos 75 anos já está prevista na Constituição e é regulamentada pela Lei Complementar nº 152/2015 para servidores públicos. O projeto aprovado pela Câmara detalha a aplicação da regra aos empregados públicos contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Pela proposta, a aposentadoria compulsória não impedirá a contratação de profissionais para projetos de pesquisa, desenvolvimento científico, tecnológico ou de inovação, desde que fique configurada a hipótese de contratação direta por notória especialização.

O texto aprovado corresponde à versão apresentada pela relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF), para o projeto de lei proposto pelo deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR). A relatora ajustou a redação, preservando os objetivos da iniciativa original.

“O conhecimento acumulado ao longo de décadas de experiência, especialmente em setores de elevado grau de complexidade técnica e científica, não pode ser simplesmente descartado por uma imposição etária generalizada”, afirmou Bia Kicis no parecer aprovado.

Conforme o projeto, a extinção do vínculo de trabalho não retirará o direito a verbas incorporadas, incluindo saldo de salário, férias, salário-família, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e demais itens previstos em convenções ou acordos coletivos.

Segundo Hauly, o projeto atende a uma demanda de pesquisadores da Embrapa, considerada um centro gerador de tecnologias e inovação para a agropecuária brasileira. A medida também alcança empresas como a Petrobras e o Serpro. “A política nacional de atração e permanência de cientistas é muito rude, o que esse projeto, pelo menos, atenua”, comentou Luiz Carlos Hauly.

Estadão Conteúdo

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *