Contexto da megaoperação no Rio
O governador Cláudio Castro avaliou a atuação do Estado após a megaoperação no Rio, que resultou em 121 mortos, 99 presos e diversos feridos. Ele afirmou que o Executivo forneceu os instrumentos necessários às forças de segurança e promete cobrar responsabilidades se houver comprovação de falhas no uso de câmeras corporais.
Apuração, câmeras e perícia
Segundo o governador, todos os núcleos tinham câmeras e o Estado cumpriu o papel de adquiri-las e mantê-las operacionais. Ele disse que haverá transparência e investigação caso se confirme que agentes não as utilizaram adequadamente.
Castro informou que a perícia não foi realizada no local porque moradores teriam removido corpos da Serra da Misericórdia antes da chegada das equipes. Ele afirmou que as imagens de drones indicam fraude processual e que não foi o Estado que retirou os corpos.
Número de presos e dinamismo da operação
O governador destacou que 99 pessoas foram presas, o que demonstra caráter prisional da ação. Ele ressaltou a potência bélica dos criminosos, com uso de drones e troca de tiros prolongada, e classificou o Rio como o epicentro do problema no país.
Planos pós-operação
Castro apontou três pilares de atuação: retirada de armas das comunidades, remoção de barricadas e combate ao sequestro da economia criminal. Para as barricadas, anunciou ação conjunta com prefeituras para remoção de materiais e uso de concreto para impedir reobstruções.
- Retirada e destruição de obstáculos nas ruas.
- Fornecimento de kits e maquinário para demolição.
- Ações para identificar e congelar recursos financeiros das facções.
Colaboração internacional e armamento
Castro explicou que tratou com autoridades dos EUA sobre a venda de peças que viabilizam armas montadas localmente. Segundo ele, cerca de 80% das armas apreendidas no estado são montadas a partir de peças importadas e a troca de informações visa reduzir esse fluxo de insumos.
Transferências e sistema prisional
Sobre transferências para presídios federais, Castro afirmou que age com os recursos disponíveis e lembrou que decisões judiciais e administrativas nem sempre mantêm presos longe do sistema estadual. Ele defende o uso de presídios federais como instrumento de enfraquecimento das facções.
Para mais detalhes e a entrevista completa, consulte a reportagem original: veja a matéria.
O tema da megaoperação no Rio permanece no centro das discussões sobre segurança pública, fiscalização das ações policiais e estratégias para reduzir o poder logístico e financeiro das facções.
Por Correio de Santa Maria, com informações de InfoMoney.








