Quarta-feira, 08/07/26

cesta básica sobe e salário mínimo deveria ser R$ 8 mil

cesta básica sobe e salário mínimo deveria ser R$ 8 mil
cesta básica sobe e salário mínimo deveria ser R$ 8 – Reprodução

Salário mínimo ideal seria R$ 8 mil

Goiânia registrou a maior queda no preço do café em pó, de -4,82%. Dieese estima que o salário mínimo deveria passar de R$ 8 mil.

Custo da cesta básica sobe em 10 capitais, diz Dieese (Foto: EBC – Arquivo)

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O preço da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras durante o mês de junho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A maior alta foi registrada em Boa Vista, onde o custo médio da cesta básica avançou 3,28%. Na sequência aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

Já nas demais capitais e no Distrito Federal, o valor da cesta apresentou queda.

Dentre os alimentos analisados, o preço do café em pó caiu em 25 cidades pesquisadas. Goiânia registrou a maior queda, de -4,82%, na contramão do aumento em outras capitais, como Macapá, que fechou o mês com forte alta de 5,37%.

Capitais onde a cesta básica ficou mais barata

Entre as cidades que registraram redução nos preços, João Pessoa teve a maior queda, de 3,97%. Em seguida aparecem:

  • Recife: -3,62%;
  • Maceió: -3,61%.

Apesar das reduções pontuais em junho, o levantamento mostra que todas as capitais acumularam alta no custo da cesta ao longo do primeiro semestre de 2026.

Dieese calculou percentual do salário mínimo gasto com cesta básica (Foto: Agência Brasil)

Cesta básica acumula alta em todas as capitais em 2026

Nos seis primeiros meses do ano, o custo da cesta básica aumentou em todas as capitais pesquisadas.

As variações acumuladas vão de 4,02%, em São Luís, até 21,48%, em Fortaleza, evidenciando a pressão dos alimentos sobre o orçamento das famílias brasileiras.

Feijão lidera aumento dos alimentos

O feijão foi o principal responsável pela alta da cesta em junho. O produto ficou mais caro em todas as cidades pesquisadas.

Segundo o Dieese, a valorização ocorreu devido à redução da área plantada e aos problemas climáticos que prejudicaram a primeira e a segunda safras.

Além do feijão, também registraram aumento de preço:

  • arroz agulhinha;
  • carne bovina de primeira;
  • leite integral.

São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil

Em junho, São Paulo manteve a liderança entre as capitais com a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 965,47.

  • São Paulo: R$ 965,47;
  • Cuiabá: R$ 937,93;
  • Rio de Janeiro: R$ 920,94;
  • Florianópolis: R$ 918,42.

Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores custos foram registrados em:

  • Aracaju: R$ 630,40;
  • São Luís: R$ 654,73;
  • Maceió: R$ 671,41;
  • Natal: R$ 686,07.

Salário mínimo ideal deveria passar de R$ 8 mil

Com base no valor da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo ideal para atender às necessidades básicas de uma família brasileira deveria ser de R$ 8.110,92 em junho.

O valor considera o que determina a Constituição Federal, que prevê um salário suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência.

Atualmente, o salário mínimo oficial é de R$ 1.621, o que representa cerca de cinco vezes menos que o valor estimado pelo Dieese.

T LB

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