O senador Cleitinho Azevedo interrompeu a convenção nacional do Republicanos nesta terça-feira (4) e pediu novamente para ser candidato ao governo de Minas Gerais. A fala causou constrangimento no partido e foi repreendida pelo presidente nacional da legenda, o deputado Marcos Pereira (SP).
Favorito nas pesquisas eleitorais, Cleitinho mudou de ideia pelo menos três vezes sobre sua candidatura.
Na segunda-feira (3), ele gravou um vídeo ao lado de Pereira afirmando que não estava bem para fazer campanha e deixando a corrida eleitoral .
Nesta terça, ele citou o luto após a morte do irmão, Matheus Azevedo, no dia 18 de julho.
“O Espírito Santo está me pedindo para me falar isso. Eu venho passando um momento de luto há 15 dias. Ontem eu tive um momento de vulnerabilidade, de espiritualidade, não estava bem, e fiz esse vídeo”, declarou.
Em seguida, ele fez um apelo: “Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, (…) por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador e eu peço aqui humildemente ao presidente que me dê essa vaga. Me dê essa vaga! Eu não vou decepcionar o partido, eu não vou decepcionar o senhor, presidente”.
Em resposta, Pereira deu uma bronca pública no senador. Disse que a convenção nacional não era o momento para o apelo e elencou as chances que Cleitinho teve de confirmar sua candidatura mas não o fez.
“Eu seria irresponsável com o povo de Minas em colocar Minas nas mãos de uma pessoa que ora pensa uma coisa e, cinco minutos, depois pensa outra. (…) Talvez ele não tenha sido candidato de si mesmo.
Talvez ele não tenha assumido a liderança do processo que tem que ser assumido por quem quer governar o estado de Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral deste país”, comentou Pereira.
Após a bronca, Cleitinho afirmou que não pretende deixar o partido neste momento e que ainda quer conversar com Pereira para convencê-lo. O senador descartou judicializar o pedido de candidatura.
No Republicanos, o clima foi de constrangimento e reclamações internas sobre Cleitinho. Aliados avaliam que o caminho natural seria ele deixar o partido.
Pesquisa Quaest publicada na última terça (28) mostrou o senador 35% de intenção de votos no primeiro turno, 23 pontos à frente do segundo colocado, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que ficou com 12%. O senador também vencia em todas as simulações de segundo turno.








