O Combate ao Racismo nas Escolas do DF Ganha Destaque Nacional
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) consolida uma política contínua de enfrentamento ao racismo e promoção da equidade racial. Este trabalho tem atraído atenção em nível nacional por seus resultados concretos. Recentemente, a SEEDF recebeu o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva do Ministério da Educação (MEC).
Este selo reconhece redes de ensino com ações estruturantes em relações étnico-raciais e educação escolar quilombola. Além disso, a secretaria recebeu um prêmio de R$ 400 mil do MEC, destinado a investimentos em ações de equidade racial. Em um movimento subsequente, a pasta lançou o Protocolo Antirracista para as escolas do DF, elaborado em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Movimento Negro Unificado.
O Reconhecimento e Impulso no Combate ao Racismo nas Escolas do DF
Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o reconhecimento do MEC confirma que o trabalho dos últimos anos produz resultados reais. Ela afirmou: “Esse selo mostra que o DF está no caminho certo. Combater o racismo não é uma ação pontual, é uma política contínua que precisa envolver toda a rede. Estamos comprometidos em garantir que nossas crianças e jovens estudem em ambientes que acolham, respeitem e valorizem suas identidades.”
O selo também serve de incentivo para aprofundar as iniciativas em andamento e avançar na implementação de novas ações estruturantes. Este reconhecimento e o prêmio de R$ 400 mil são frutos de um conjunto de políticas bem definidas. Essas políticas incluem o fortalecimento da formação de professores pela Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape).
Além disso, as ações abrangem o acompanhamento de estudantes quilombolas e a criação de um grupo de trabalho específico para combater o racismo na rede de ensino do Distrito Federal.
Protocolo Antirracista e Outras Iniciativas para a Equidade Racial
O lançamento do Protocolo Antirracista marcou um novo e importante capítulo nesse esforço contínuo. Este documento, com 103 páginas, oferece orientações detalhadas para a prevenção, identificação e enfrentamento de casos de racismo em escolas públicas e privadas do DF. Sua elaboração levou meses, com a participação de múltiplos atores.
Participaram da construção gestores, professores, organizações da sociedade civil e órgãos de proteção, como a Defensoria Pública e a Delegacia Especializada em Crimes por Discriminação Racial. O texto apresenta:
- Orientações pedagógicas;
- Procedimentos administrativos;
- Diretrizes para acolhimento de vítimas;
- Definições sobre os tipos de racismo: estrutural, institucional, recreativo, religioso e ambiental.
A pasta também mantém outras ações significativas em curso para promover a equidade:
- Adesão ao Plano Nacional de Equidade e Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola.
- Realização de encontros formativos sobre educação antirracista com profissionais da educação.
- Criação do Selo Lélia Gonzalez para premiar, em 2026, escolas com projetos antirracistas no DF.
- Publicação de duas edições do Caderno Pedagógico de Consciência Negra, disponíveis no site da SEEDF.
Para Hélvia Paranaguá, o caminho que se abre agora é bem mais desafiador e, portanto, mais necessário para o **combate ao racismo nas escolas do DF**. A secretária declarou: “Ter um protocolo antirracista nas mãos de cada escola e receber o reconhecimento do MEC mostra que estamos avançando, mas não encerra a nossa missão. Combater o racismo exige persistência, vigilância e um trabalho diário, dentro e fora da sala de aula. Seguiremos firmes para que a equidade racial seja uma realidade para todos os estudantes do Distrito Federal e para que nossas ações sejam referência para o Brasil.”
Por Correio de Santa Maria, com informações do Governo do Distrito Federal – GDF.








