Quarta-feira, 04/11/26

BRASÍLIA

Gestão do Distrito Federal enfrenta desafios econômicos e crise em banco público

Governadora do Distrito Federal em audiência no STF
Audiência sobre o BRB no STF – Reprodução — Imagem: Gustavo Moreno/STF

Reeleita para comandar o Distrito Federal, a atual governadora iniciará o próximo mandato com dois desafios econômicos centrais: administrar a crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e reequilibrar as contas públicas. Os temas, que ganharam destaque durante a campanha eleitoral de 2026, são interdependentes, uma vez que o governo, como acionista majoritário, busca viabilizar um aporte bilionário para a instituição financeira.

Crise no BRB e medidas de recuperação

A situação do banco público foi agravada por operações malsucedidas com o Banco Master. O governo do Distrito Federal busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para recompor o patrimônio da instituição, que estima a existência de R$ 8,8 bilhões em créditos de difícil recuperação ou sob suspeita de fraude. A Polícia Federal investiga o caso e indiciou 15 pessoas, incluindo ex-dirigentes do banco e o ex-controlador da instituição privada.

O plano de governo prevê ações para fortalecer a governança, a transparência e os controles internos do banco. Entre as metas, estão a modernização dos serviços digitais, a ampliação do microcrédito para pequenos empreendedores e o fortalecimento de produtos financeiros voltados aos servidores públicos do Distrito Federal.

Desequilíbrio nas contas públicas

Além da questão bancária, a gestão enfrenta o desafio de manter a responsabilidade fiscal. Após identificar um déficit orçamentário no primeiro quadrimestre de 2026, o governo adotou medidas de contenção de despesas, como a revisão de contratos e a centralização de gastos. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027 foi enviado à Câmara Legislativa sem previsão de déficit, estabelecendo limites para despesas correntes e emendas parlamentares.

A administração projeta uma melhora no resultado fiscal, buscando a transição para um modelo de gestão voltado a resultados e a adequação ao novo sistema tributário nacional. O planejamento para o próximo ano estima recursos totais de cerca de R$ 80,12 bilhões, considerando o orçamento próprio e o Fundo Constitucional do Distrito Federal.

Impacto prático

  • Situação atual: O governo busca viabilizar empréstimo bilionário para o BRB e consolidar o controle de gastos públicos.
  • O que muda: A gestão centralizou a definição de prioridades orçamentárias e impôs limites para despesas correntes e emendas.
  • Quem é afetado: Servidores públicos, empreendedores locais e a estrutura administrativa do Distrito Federal.
  • Próximos passos: Definição sobre a liberação do empréstimo para o banco e execução do orçamento de 2027 com foco em metas fiscais.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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