Reeleita para comandar o Distrito Federal, a atual governadora iniciará o próximo mandato com dois desafios econômicos centrais: administrar a crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e reequilibrar as contas públicas. Os temas, que ganharam destaque durante a campanha eleitoral de 2026, são interdependentes, uma vez que o governo, como acionista majoritário, busca viabilizar um aporte bilionário para a instituição financeira.
Crise no BRB e medidas de recuperação
A situação do banco público foi agravada por operações malsucedidas com o Banco Master. O governo do Distrito Federal busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para recompor o patrimônio da instituição, que estima a existência de R$ 8,8 bilhões em créditos de difícil recuperação ou sob suspeita de fraude. A Polícia Federal investiga o caso e indiciou 15 pessoas, incluindo ex-dirigentes do banco e o ex-controlador da instituição privada.
O plano de governo prevê ações para fortalecer a governança, a transparência e os controles internos do banco. Entre as metas, estão a modernização dos serviços digitais, a ampliação do microcrédito para pequenos empreendedores e o fortalecimento de produtos financeiros voltados aos servidores públicos do Distrito Federal.
Desequilíbrio nas contas públicas
Além da questão bancária, a gestão enfrenta o desafio de manter a responsabilidade fiscal. Após identificar um déficit orçamentário no primeiro quadrimestre de 2026, o governo adotou medidas de contenção de despesas, como a revisão de contratos e a centralização de gastos. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027 foi enviado à Câmara Legislativa sem previsão de déficit, estabelecendo limites para despesas correntes e emendas parlamentares.
A administração projeta uma melhora no resultado fiscal, buscando a transição para um modelo de gestão voltado a resultados e a adequação ao novo sistema tributário nacional. O planejamento para o próximo ano estima recursos totais de cerca de R$ 80,12 bilhões, considerando o orçamento próprio e o Fundo Constitucional do Distrito Federal.
Impacto prático
- Situação atual: O governo busca viabilizar empréstimo bilionário para o BRB e consolidar o controle de gastos públicos.
- O que muda: A gestão centralizou a definição de prioridades orçamentárias e impôs limites para despesas correntes e emendas.
- Quem é afetado: Servidores públicos, empreendedores locais e a estrutura administrativa do Distrito Federal.
- Próximos passos: Definição sobre a liberação do empréstimo para o banco e execução do orçamento de 2027 com foco em metas fiscais.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








