O Parlamento dinamarquês anunciou nesta terça-feira (30) que solicitou ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que autorize os atletas de seus territórios autônomos, a Groenlândia e as Ilhas Faroé, a competir sob suas próprias bandeiras nos Jogos Olímpicos.
“São países dotados de uma identidade esportiva forte e independente. A presidência (do Parlamento dinamarquês) deseja apoiar uma causa que tem grande importância para os atletas das Ilhas Faroé e da Groenlândia, que sonham em competir no mais importante palco internacional sob sua própria bandeira”, declara em comunicado o presidente da instância, Søren Gade.
O texto recorda que os dois territórios já são membros de várias federações esportivas internacionais, especialmente da Federação Internacional de Handebol. No caso das Ilhas Faroé, é membro, a título individual, da Uefa e da Fifa.
Em carta dirigida ao COI em 18 de junho, o Parlamento dinamarquês informou estar ciente de que, desde 1996, a entidade olímpica limita a admissão de novos membros a territórios reconhecidos como Estados independentes pela comunidade internacional.
“Mas, da mesma forma, convém destacar que continuam existindo exceções a esta prática, já que vários territórios – como Aruba, Bermudas ou Porto Rico – participam sob sua própria bandeira em virtude de um reconhecimento concedido antes da adoção dessa política em 1996”, destacou.
Para defender seu solicitação, o Parlamento dinamarquês ressalta que as Ilhas Faroé já haviam apresentado um pedido de adesão em 1983, antes de o regulamento ser modificado em 1996.








