O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou atenção nesta sexta-feira, 24, para a necessidade de, no âmbito das discussões sobre a reforma da Previdência, falar sobre as aposentadorias de militares e de membros do Judiciário no País.
“É inacreditável que as pessoas peguem um jornal e vejam lá que você tem um membro do Judiciário que está recebendo R$ 400 mil por mês. É inadmissível isso”, disse o ministro, durante participação em painel no evento Expert XP, na capital paulista
Segundo ele, é preciso um “acordo” que entenda que a população não admite mais saber que o Estado paga um salário desse nível para um desembargador, ao mesmo tempo que é obrigado a lidar com um nível de juros como o atual. “Nós precisamos entender isso. Isso é uma compreensão de País. E que nós já temos feito bem nesse governo e precisamos aprofundar”, disse.
Ainda sobre pautas que penalizam os cofres da União, Durigan destacou que a atual administração “não perdeu um embate” no Poder Judiciário. “Não dá para rasgar regra fiscal, aprovar pauta-bomba e depois ver o que vai acontecer. E o supremo precisa moderar esse debate nesse ponto. Precisamos fazer esse compromisso com o Judiciário, com o Tribunal de Contas da União (TCU), Congresso, Estados e Municípios, mas a começar pelo governo federal. Não estou fugindo da regra”, disse Durigan, acrescentando que a agenda de ajuste fiscal é importante e precisa seguir em frente.








