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Nenhum dos principais blocos políticos alcançou a maioria necessária de 61 cadeiras no Parlamento, o Knesset, para assegurar o governo de forma isolada.
As eleições em Israel seguem sem um vencedor definido, com a contagem de votos ainda em curso.
Com 85% das urnas apuradas, a coligação liderada pelo atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, contabiliza 54 assentos, enquanto o bloco opositor, encabeçado por Gadi Eisenkot, soma 49 vagas. O cenário é marcado pelo desempenho expressivo de partidos árabes, que projetam alcançar 17 cadeiras, um recorde histórico que impulsiona debates sobre uma possível aliança judaico-árabe.
Apesar da relevância numérica, a formação de um governo enfrenta obstáculos políticos significativos. Grande parte da oposição judaica tem resistido à ideia de compor uma coalizão com legendas de maioria árabe. Durante o pleito, o atual primeiro-ministro adotou um discurso crítico em relação a essa parcela da população, o que gerou tensões adicionais.
O clima político permanece acirrado. O partido de Netanyahu chegou a alegar irregularidades no processo eleitoral, enquanto o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, solicitou medidas contra lideranças árabes sob alegações de interferência externa. Contudo, tanto a polícia israelense quanto o comitê central de eleições informaram que não existem evidências de fraude ou interferência que comprometam o resultado.
A previsão é que a apuração seja concluída nesta sexta-feira (30), com a publicação oficial dos resultados agendada para o dia 4 de novembro. Após a oficialização, os partidos deverão iniciar as negociações formais para tentar viabilizar uma coalizão que obtenha a maioria parlamentar necessária para governar.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








